espécie sem personalidade e inteligência emocional

Fake líder é aquele que prega uma liderança com inteligência emocional, mas é um carrasco das piores histórias da carochinha

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Líder. Mais uma palavra banalizada. Esse líder de 2017. Quem é? Onde vive? Do que se alimenta? Alguém já viu? Muitas pessoas já viram. E conseguem estabelecer a diferença entre este líder e um antigo “castigador” chamado hoje em dia de chefe.

Existe uma grande diferença entre chefiar e liderar. Estar à frente de uma equipe não quer dizer necessariamente que você é um líder nato. É preciso personalidade e caráter.

Existe também o Fake Líder. Aquele que prega uma liderança com inteligência emocional, mas é um carrasco das piores histórias da carochinha.

Certa vez ouvi um desses dizendo: foi um erro grave. Vou ter que castigar a pessoa para servir de exemplo para os outros. Oi? Senhor de engenho dando umas chicotadas para “mostrar para os outros”?

Tem também aquele líder 100% incongruente que prega as ações em conjunto, o diálogo, mas quando está na frente da equipe se destempera, xingando a todos, criando um clima insuportável.

Outro exemplo de Fake Líder é aquele que diz que delegar é necessário, com um discurso todo pronto, mas que controla tudo, desde canetas, até a vida dos funcionários. Nunca admite que está errado e contrata pessoas inteligentes apenas para mantê-las sob seus comandos. Não aceita qualquer melhoria ou questionamento, vindo de quem quer que seja.

Outro tipo de falso líder é o que espalha “futriquinha” (fofocas e maledicências) entre os colaboradores para manter um tipo de controle que só existe na cabeça dele. Diz que um colega de trabalho não gosta do outro e por aí vai. Não sabe que as pessoas conversam e logo descobrem a infantilidade da criatura.

Entre as características marcantes, o falso líder fala demais, se mostra demais, parece um pavão, encobrindo uma forte insegurança de não ter a mínima ideia de como se lida com seres humanos. Quer dinheiro e poder. O negócio todo se resume em dinheiro.

A boa notícia é que o Fake Líder é uma espécie em extinção, pois a maioria tem bom senso para administrar suas emoções e julgamentos, criando um clima organizacional de confiança e foco na solução.

Fonte: administradores

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As 10 ideias de negócio mais procuradas pelos brasileiros

Levantamento do Sebrae mostra ideias de negócio mais buscadas em seu portal no ano. Confira os empreendimentos mais pesquisados pelos brasileiros:

Ideias: para a maioria dos brasileiros, o sonho de empreender se materializa principalmente nas lojas virtuais (Foto//As 10 ideias de negócio mais procuradas pelos brasileiros/Thinkstock)

Se você pudesse empreender, em qual tipo de empresa investiria? Para a maioria dos brasileiros, o sonho de empreender se materializa principalmente nas lojas virtuais. O e-commerce próprio é o grande preferido dos que buscam uma nova ideia de negócio.

O dado é do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). A instituição divulgou com exclusividade a EXAME o balanço parcial do ano em número de acessos ao seu portal de Ideias de Negócios, que reúne mais de 450 tipos de empreendimentos.

Além de mostrarmos as dez ideias de negócio mais procuradas pelos brasileiros, cada item terá uma introdução dada pelo Sebrae sobre como é cada empreendimento. O material pode servir de inspiração para quem está se planejando para empreender em breve.

Uma dica já podemos dar: 2018 pode marcar o destaque do , como já podemos ver no ranking deste ano. 

“Em um momento de crise, quando não há tanta disponibilidade de crédito, o setor de Serviços demanda muito menos investimentos na abertura de um negócio”, afirma Guilherme Afif Domingos, presidente do Sebrae Nacional. “Quando o empresário vai montar um empreendimento e é o próprio prestador de serviço, são necessários poucos recursos: apenas um celular, caso você queira abrir uma empresa de consultoria, por exemplo.”

O presidente também cita uma pesquisa anterior da instituição, que elencou os ramos de alimentação, vestuário e conserto como as opções de muitos brasileiros. “O estudo, com base no perfil de novas empresas em anos anteriores e no comportamento da economia nacional, revela que os empreendimentos que atendem às necessidades básicas e que oferecem serviços de reparação, além de serviços especializados que permitem a  a outras empresas, estão entre as atividades mais promissoras para este ano.” 

Confira, a seguir, a lista das ideias de negócio mais procuradas pelos brasileiros neste ano:

1 – Como montar uma loja virtual

(Foto/Thinkstock)

“O conceito de loja virtual pode ser definido, de forma simplificada, como um site na internet com um software de gerenciamento de pedidos onde as empresas expõem e vendem seus produtos. Os clientes acessam o site de qualquer lugar, escolhem os produtos para aquisição, pagam através do sistema de pagamento que a loja virtual oferece e recebem estes produtos no local designado pelo comprador no ato da compra.”

Para Afif, do Sebrae, algumas características marcantes fazem das lojas virtuais a ideia de negócio mais buscada pelos brasileiros.

“Há algumas facilidades no comércio eletrônico em comparação com as lojas físicas, o que pode . Pela internet, uma pequena empresa tem condições de fornecer seus produtos a qualquer região, fica aberta 24h por dia, e também tem a possibilidade de concorrer com uma grande rede sem a necessidade de ter muitas lojas físicas. Também é importante lembrar do crescente número de usuários brasileiros na internet, o que contribui para elevar a quantidade de potencias compradores”, afirma.

2 – Como montar um escritório de consultoria

(Thinkstock/Thinkstock)

“Consultoria é um tipo de prestação de serviço que um profissional qualificado e conhecedor do assunto oferece ao Mercado, realizando diagnósticos e elaborando processos com o propósito de levantar as necessidades do cliente, identificar soluções e recomendar ações. Com as informações levantadas o consultor desenvolve, implanta e viabiliza o projeto de acordo com a necessidade específica de cada cliente.

A  é uma atividade que tem como objetivo básico responder ou atender às necessidades das empresas ou pessoas físicas quando assim solicitada, por meio de aconselhamento ou sugestões de melhorias, embasado em firme e estruturado conhecimento. 

(…) Sendo uma prestação de serviço, devemos lembrar que o mesmo é um ato ou desempenho essencialmente intangível, que vai ser oferecido para satisfazer um desejo ou necessidade sem a posse de um bem físico, sendo difícil de medir antes de se comprar. Por isso, devemos fazer com que o consumidor perceba os seus serviços como algo que irá contribuir de forma real para a solução de seus problemas, oferecendo-lhe qualidade no serviço prestado.”

3 – Como montar um food truck

(Creative Commons/Flickr/Todd Lappin)

“Os food trucks, como são conhecidos os veículos estilizados e adaptados para produzir e servir refeições nas ruas, tornaram-se uma opção de negócio para quem pensa em investir no mercado da alimentação e gastronomia no Brasil.

(…) Carrinhos de churros, pipoca e cachorro quente, operados por ambulantes em regiões de grande movimento de pessoas são hoje parte da paisagem urbana.

(…) Alguns empreendedores Brasileiros com acesso a estas cidades também gostaram da ideia e trouxeram o conceito para o Brasil. O movimento por aqui ganhou força no início de 2014. Inicialmente, a cidade de São Paulo se destacou pelo pioneirismo nesse setor, com muitos empreendedores copiando o modelo de sucesso visto fora do país.

A iniciativa se repetiu em outros estados e hoje os food trucks podem ser encontrados no Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba, Porto Alegre, Salvador e Belo Horizonte entre outras cidades.

Para aumentar as chances de sucesso, o empreendedor deve realizar pesquisas de mercado e elaborar um plano de negócios.

4 – Como montar uma lanchonete

Lanchonete (Foto/Thinkstock)

“A crescente demanda por tudo que envolve o ramo alimentício é um dos fatores que tornam a abertura de uma lanchonete um empreendimento com potencial de viabilidade. O ramo de alimentação é o segundo maior gasto do brasileiro, antecedido somente por gastos com habitação.

(…) Além da identificação de demanda potencial para o negócio, a atividade de lanchonete mostra-se vantajosa por não haver necessidade de determinação de público alvo específico e de consequentes ações diferenciadas para tais, já que se trata de um negócio bem aceito pela população de todas as regiões do país e de todas as classes sociais, dependendo do padrão do estabelecimento. Outra questão é a comodidade e praticidade que envolve o consumo nestes estabelecimentos, fatores que sustentam a demanda e fortificam as empresas do ramo.”

5 – Como montar uma distribuidora de bebidas

(marko123434/Thinkstock)

“O processo produtivo básico de uma indústria de bebidas envolve a fabricação, o engarrafamento e a distribuição do produto. No caso de um país de dimensões continentais como é o Brasil, a localização espacial das plantas industriais próximas ao mercado consumidor e a constituição de redes de distribuição com capacidade para alcançar as mais distantes localidades e enfrentar as limitações de trânsito de veículos dos centros urbanos são variáveis importantes e cruciais para a estratégia das grandes empresas de bebidas.

Outra peculiaridade marcante do setor é sua forte dependência do crescimento da renda da população, uma vez que o fator preço ainda é o principal determinante do consumo nesse mercado. Assim, mesmo que as empresas invistam em qualidade e fixação de marca, a competição é fortemente determinada pelo preço do produto final ao consumidor, o que torna o custo do frete um componente importante neste processo.”

6 – Como montar uma fornecedora de refeições em marmita

(Facebook/Divulgação)

“O crescimento das cidades e o costume de almoçar fora de casa fizeram com que as pessoas procurassem alternativas rápidas para se alimentar. No caso, as marmitas atendem esta demanda, pois oferecem praticidade e comodidade com a retirada da comida no local ou entrega em domicílio. O serviço também atende aquelas pessoas que não possuem tempo para se deslocar e almoçar em um restaurante convencional.

Sabor e praticidade são ingredientes básicos para o negócio. Outro fator de atratividade da refeição pronta é o seu baixo preço, em relação a um restaurante self service por quilo, buffet ou à la carte. O prato já vem montado, com uma quantidade padrão de comida. Isso faz com que o custo da refeição seja menor, reduzindo o preço final do produto. Apesar do baixo preço, os clientes exigem boa qualidade nos ingredientes e um eficiente serviço de entrega.

(…) A atividade exige do empreendedor um bom conhecimento do ramo e disposição para pesquisar novas receitas. Virtudes como capacidade de atendimento a clientes, negociação com fornecedores e gerenciamento de equipe também são necessárias para desenvolvimento do negócio.”

7 – Como montar um salão de beleza

(Ivanko Brnjakovic/Thinkstock’s/Thinkstock)

“Um salão de Beleza é um lugar onde são desenvolvidos vários serviços relacionados à beleza e ao bem estar. Entre esses serviços podemos listar os relacionados aos cabelos (cortes, alisamento, shampoo, tintura, hidratação, escova etc.), manicure, pedicure, maquiagem, depilação, design de sobrancelhas e massagem. Existem salões para os mais variados tipos de públicos: masculino, feminino, unissex, infantil e outros.

É necessário definir o estilo do salão que vai depender do público-alvo. Uma clientela mais selecionada (de alto poder aquisitivo), por exemplo, vai exigir um serviço luxuoso, com um vasto leque de serviços, espaços requintados e um exército de funcionários para um atendimento perfeito. Um público com tempo escasso exige um conceito mais simples, contudo sempre optando pela qualidade dos serviços.

(…) Um salão de beleza é um negócio que exige desempenho profissional de alto nível e sintonizado com as tendências definidas pelos padrões mundiais, uma vez que a facilidade de comunicação quebrou definitivamente as barreiras regionais. Cursos profissionalizantes, de nível técnico ou superior, surgem a cada dia, criando novos padrões de desempenho e especializando os serviços. Informe-se e procure manter sua equipe capacitada e antenada com as novidades do mercado.”

8 – Como montar uma loja de cosméticos e perfumaria

(Foto/Thinkstock)

“O termo cosmético designa substâncias de origens diversas, usadas sobre a Pele e cabelo para limpar, suavizar, encobrir imperfeições e embelezar. Embora não seja um fenômeno recente, o culto à beleza, à juventude e à saúde é uma forte tendência dos hábitos e costumes modernos.

(…) O resultado de tudo isso tem sido o contínuo crescimento da indústria mundial de cosméticos e do mercado de embelezamento.

(…) Uma característica do setor de cosméticos é a constante inovação. Para cumprir esse objetivo, as indústrias do setor investem anualmente grandes somas de recursos em lançamentos e promoções de novos produtos. Procure destacar-se com promoções e produtos de qualidade, que atendam realmente às necessidades de seu público-alvo.

Certifique-se da origem e conformidade dos produtos adquiridos (produtos, fabricante, distribuidores, rótulos, embalagens etc.) com a legislação vigente, exigindo e verificando os registros sanitários pertinentes.”

9 – Como montar uma distribuidora de botijão de gás

(Foto/Thinkstock)

“Atualmente, o mercado de distribuição de botijão de gás conta com uma ampla rede que se conjugam em 20 distribuidoras que possuem 181 bases de distribuição de GLP autorizadas pela ANP e 66,4 mil revendedores ativos, trocando 100 milhões de botijões, atendendo 42 milhões de lares e gerando 350 mil empregos diretos e indiretos. Esta rede abrange 100% do território nacional e garante o abastecimento de 95% dos domicílios. Trata-se de capilaridade e penetração nos lares superior aos serviços de energia elétrica e água encanada.

(…) Mesmo assim, existe um bom espaço para o surgimento de distribuidores de pequeno porte, desde que o empreendedor obtenha uma vinculação à marca de distribuição consolidada no mercado nacional. Desta forma, deve-se buscar a viabilidade de abrir uma distribuidora que atue com venda direta aos consumidores e com fornecimento para pequenos revendedores. A opção pelo gás em botijão tem apresentado crescimento contínuo em todas as camadas sociais.

(…) Devido ao risco intrínseco ao negócio, recomenda-se a realização de ações de pesquisa de mercado para avaliar a demanda e a concorrência.”

10 – Como montar um bar

(GettyImages)

“O bar é um negócio que oferece um ambiente agradável onde os amigos se encontram, conversam, tomam bebidas geladas ou quentes, acompanhadas de petiscos. Está presente em todas as cidades e em todos os lugares, mudando suas características de acordo com os hábitos e cultura do local.

O bar atua como ambiente social integrador, tornando-se ponto de referência e algumas vezes conhecido por seus clientes famosos ou personalidades, bem como por seu cardápio ou especialidades gastronômicas.

Cada vez mais atrativos são oferecidos pelo bar: a beleza do ambiente e da decoração, o som, o prazer de ter pessoas agradáveis com quem conversar, a possibilidade de descontração, música, jogos etc.

(…) O serviço prestado por um bar deverá ser concebido com visão profissional, o que irá requerer uma avaliação objetiva sobre a forma de atuação, público-alvo, localização, cardápio de comidas e bebidas a serem oferecidas, bem como as expectativas comerciais que esse tipo de empreendimento requer.”

Fonte: exame

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Cientistas criam caneta que detecta câncer em 10 segundos

150 vezes mais rápido que os métodos mais modernos. Estima-se que esteja disponível já no ano que vem

(University of Texas at Austin/Reprodução)

Uma cirurgia para a retirada de um câncer é dos procedimentos médicos mais complexos – e, não à toa, costuma se arrastar por várias horas. Identificar e remover por completo o tumor é a única maneira de garantir que a doença não retorne. Por conta disso, é normal que o paciente faça mais de um procedimento cirúrgico, para que nenhum tecido saudável seja afetado e nada de câncer fique para trás.

A boa notícia é que pesquisadores da Universidade do Texas desenvolveram uma ferramenta que promete simplificar esse processo. A MasSpec Pen tem literalmente o tamanho de uma caneta, e é capaz de detectar um tecido canceroso em 10 segundos, com precisão de 96%. A efeito de comparação, a técnica mais moderna atualmente é 150 vezes mais demorada – e tem eficácia de apenas 20% para certos tipos de câncer.

Depois de se alimentarem, as células humanas produzem uma série de pequenas moléculas, chamadas de metabólitos. Quando uma célula é incomodada por um câncer, a composição desses metabólitos acaba sendo diferente. É exatamente aí que entra a MasSpec Pen. O dispositivo retira uma pequena gota de água do tecido da pessoa durante a cirurgia. Quando posicionada acima do tecido, a caneta pode analisar as propriedades do líquido extraído – dizer qual tecido está em situação normal e qual é canceroso, através de uma técnica chamada de espectrometria de massa.

A caneta já foi testada com sucesso em 253 pacientes humanos, conforme foi descrito no jornal Science Translational Medicine. Segundo os pesquisadores, a ideia é que ela esteja disponível para cirurgias oncológicas já no ano que vem.

“Sempre existiu uma maneira de oferecer ao paciente uma cirurgia mais precisa, mais rápida ou mais segura é ela que iremos buscar”, explica James Suliburk, um dos colaboradores do projeto. “Essa tecnologia faz todos os três. Ela permite que sejamos muito mais precisos na hora de escolher aquilo que iremos remover – e qual parte é para ser deixada no lugar”.

Fonte: super

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Consumo deve sustentar alta do PIB em 2018

Segundo o IBGE, entre abril e junho, o consumo das famílias voltou para o terreno positivo, depois de dois anos de queda

PIB: Consumo das famílias brasileiras deve avançar e sustentar o crescimento da economia neste ano e no próximo (fredcardoso/Thinkstock)

Ajudado pela queda da inflação e dos juros e pela redução do desemprego e da inadimplência, o consumo das famílias, ainda que em ritmo gradual, deve avançar e sustentar o crescimento da economia neste ano e no próximo.

A virada do consumo começou a ser registrada no segundo trimestre. Entre abril e junho, o consumo das famílias voltou para o terreno positivo, depois de dois anos de queda. O avanço de 1,4% do consumo garantiu o crescimento de 0,2% do produto Interno Bruto (PIB) no período, segundo os dados do IBGE.

As projeções dos economistas para o consumo das famílias para este ano giram em torno de 0,7% de alta. Nas contas do economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale, 70% do crescimento do PIB, projetado também em 0,7% para 2017, virá do consumo. Para 2018, a expectativa da consultoria é que o consumo das famílias avance 2,8% e represente 60% do crescimento do PIB, estimado em 3%. “O consumo responderá mais no ano que vem, quando o Mercado de trabalho será mais robusto e a evolução real da massa de renda, de fato, começar a crescer”, afirma o economista.

Mas, mesmo com o crescimento, ainda levará tempo para o consumo voltar aos patamares de antes da crise. Nos últimos dois anos e meio houve uma redução de R$ 79,7 bilhões no consumo, segundo cálculos da consultoria Tendências. Nesse período as famílias mudaram o padrão de consumo para economizar. Das despesas do dia a dia, com alimentos e itens de higiene e limpeza, à aquisição de bens de maior valor, como eletrodomésticos e veículos, o brasileiro optou por produtos mais baratos e até usados.

Pesquisa da consultoria Nielsen, que visita quinzenalmente 8,5 mil domicílios no País para radiografar o consumo de uma cesta com 150 categorias de produtos, aponta que o volume de vendas dessa cesta caiu 5,7% no ano passado. Foi a maior retração em 20 anos. “Batemos no fundo do poço”, diz Margareth Utimura, líder da área de indústria de higiene e Beleza da Nielsen.

No primeiro semestre deste ano, a queda foi ligeiramente menor, de 5,2% na comparação com o mesmo período de 2016. “Este ano deve ser um pouco melhor e esperamos fechar 2018 com estabilidade”, prevê Margareth.

Ciclo. Apesar de toda a ginástica para manter o padrão de compras, economistas concordam que o caminho será longo para recuperar as perdas. “Vai levar tempo para as famílias voltarem ao patamar de compras do período anterior à recessão. Isso deve ocorrer só em 2020”, afirma Bruno Levy, economista da Tendências. O economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Fabio Bentes, tem posição parecida. “A perspectiva é esse padrão de consumo voltar após 2019”, diz.

Nas contas de Levy, entre o quarto trimestre de 2014, o último ano em que houve crescimento do PIB, até o segundo trimestre deste ano, o consumo das famílias caiu 8,3%, descontada a inflação. Para este ano e o próximo, o economista projeta crescimento do consumo das famílias de 0,7% e 2,1%, respectivamente. Mesmo com o avanço esperado para dois anos seguidos, ele diz que, ao final de 2018, o consumo das famílias estará ainda 6,6% abaixo do registrado no final de 2014. “O ritmo de recuperação é lento, mas sustentável”, pondera.

Entre os fatores que garantem essa recuperação estão a queda da inflação – em 12 meses até agosto o IPCA está em 2,46% – e o crescimento da renda dos trabalhadores – que, em 12 meses até julho avançou 1,4%. A MB destaca também a expressiva redução do endividamento das famílias e do nível de comprometimento da renda ao final do primeiro semestre como elementos que favorecem o aumento do consumo. O comprometimento dos pagamentos com dívidas sobre a renda total, que era de 42% em junho de 2015, encerrou o primeiro semestre deste ano em 21,1%. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: exame

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Crescimento por dois trimestres consecutivos não garante que país saiu da recessão, dizem economistas

GETTY IMAGES

A economia brasileira cresceu 0,2% entre abril e junho, depois de avançar 1% nos três primeiros meses do ano e, antes disso, de registrar dois anos seguidos de queda no produto Interno Bruto (PIB). De forma geral, o fim das recessões é marcado por dois períodos consecutivos de aumento do PIB. Mas no caso do Brasil, o ponto final do atual ciclo de crise pode estar em algum lugar do terceiro trimestre, avaliam economistas.

Isso porque, de um lado, a alta forte observada de janeiro a março foi bastante concentrada na agropecuária. Já o avanço do segundo trimestre, apesar de trazer sinais mais claros de que a economia entra em rota de recuperação, foi muito próximo de zero.

A fragilidade dos números aparece nas expectativas de consultorias e instituições financeiras para o dado que foi divulgado nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

As projeções para o resultado do PIB do segundo trimestre estavam relativamente dispersas, com números positivos e negativos, ressalta Paulo Picchetti, membro do Comitê de Datação de Ciclos Econômicos (Codace) da Fundação Getulio Vargas (FGV), que, à semelhança de outras instituições independentes presentes em diversos países, identifica o início e o fim das recessões.

A identificação do início da crise também não seguiu a regra geral de dois trimestres consecutivos de queda do produto. Segundo o Codace, a recessão começou no segundo trimestre de 2014, intervalo localizado entre dois períodos de crescimento do PIB – de 0,5% nos primeiros três meses do ano e de 0,3% no terceiro trimestre.

Produto Interno Bruto

Variação sobre o trimestre imediatamente anterior*

Fonte: IBGE

“O resultado (PIB do segundo trimestre) ainda está muito próximo da estabilidade”, concorda Solange Srour, economista-chefe da ARX Investimentos. Ainda que os dados não sinalizem a saída oficial da recessão, ela pondera, eles reiteram a avaliação de que a economia está melhorando, de que “estamos saindo do fundo do poço”.

Já para a economista-chefe da Rosenberg Associados, Thais Marzola Zara, os dois trimestres consecutivos de alta sinalizam que a recessão ficou para trás. Os dados relativos ao segundo trimestre mostram uma reação importante dos serviços, ela destaca, e do consumo das famílias.

No primeiro caso, a atividade no setor avançou 0,6%, depois de praticamente dois anos sem crescimento. O consumo teve alta de 1,4% em relação aos três meses imediatamente anteriores, a maior desde o terceiro trimestre de 2012.

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“A mensagem (que os dados de atividade têm passado) é que em algum momento do terceiro trimestre teremos a confirmação de que saímos da recessão”, afirma Picchetti, que também é coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV.

O risco é o recrudescimento da crise política e uma deterioração ainda maior das contas públicas. Caso a Reforma da Previdência não passe de fato no Congresso, ele ilustra, ou que seja aprovada uma versão muito desidratada da proposta inicial, a situação fiscal do governo se complica.

Para conseguir pagar as aposentadorias e pensões, a solução seria intensificar o remédio amargo que vem sendo usado, de corte nas despesas discricionárias (aquelas em que o governo pode mexer) e aumento de impostos, uma combinação que não favorece o crescimento econômico.

Fonte: bbc

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O futuro da saúde está no cuidado com o paciente

O melhor remédio é a prevenção, já diziam os contemporâneos de nossos avós há algumas décadas. Esses “antigos pensadores” nunca estiveram tão próximos da verdade quanto nos dias atuais. De forma bastante irônica, os rumos para a melhoria da saúde mundial passam, em partes, pelo resgate desse passado.

Não estou falando da medicina praticada antigamente, mas daquela que une a tecnologia disponível nos dias de hoje – cuja oferta cresce em níveis exponenciais – com a ideia de que o cuidado com o paciente deve vir antes mesmo do surgimento de qualquer enfermidade.

Isso pode parecer óbvio, mas não é. Nas últimas duas décadas, os gastos com a saúde no Brasil subiram quase 2%: em 1995, 6.5% do PIB era destinado para este fim; em 2014, o valor já correspondia a 8.3% (World Health Organization Global Health Expenditure). Muito desse crescimento se deve ao aumento na demanda por serviços de saúde pública, que a cada dia recebe mais e mais pacientes vítimas de complicações causadas por enfermidades como obesidade e diabetes – doenças cuja prevenção poderia fazer toda a diferença no processo de tratamento, impactando positivamente nos gastos do Estado com a área.

Esta realidade tem feito com que instituições e profissionais de saúde busquem, cada vez mais, sistemas que os ajudem a entender os riscos. Ou seja, prever suas ações – e gastos – com base nas possibilidades de um grupo ou indivíduo desenvolver certas doenças. Nestes casos, soluções como o PEP (prontuário eletrônico do paciente) tornam-se indispensáveis para que toda a história clínica do paciente possa ser analisada, e que este seja assistido da melhor forma e no momento correto.

Este é o conceito por trás do modelo de negócio buscado atualmente pelas operadoras de saúde, como instituições públicas e convênios médicos; o chamado value-based-care. A proposta é calcada na remuneração com base no cuidado do paciente e da percepção deste com relação ao atendimento, e não somente no número de consultas e/ou exames clínicos realizados. Desta forma, médicos, técnicos e enfermeiros são incentivados a conduzir todo o processo com uma visão mais sistêmica do paciente, colhendo o máximo de informações possíveis antes da decisão clínica. O resultado é um atendimento único, com mais qualidade, assertividade e acolhimento.

O futuro da saúde no Brasil está sendo escrito todos os dias, especialmente quando consideramos o crescente número de pessoas que migram de planos privados para o Sistema Único de Saúde, tornando ainda mais difícil fazer qualquer previsão. Entretanto, não há como fugir de um atendimento cada vez mais personalizado, melhorando as relações na perspectiva do paciente.

Fonte: saudebusiness

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Como um líder pode motivar sua equipe sem estímulo financeiro?

Em tempos de crise, muitos gestores quebram a cabeça para motivar seus liderados. Veja como fazer isso, segundo Sofia Esteves, do Grupo Cia de Talentos

(iStock/Thinkstock)

Em tempos de crise econômica, muitas empresas quebram a cabeça para encontrar formas de motivar as pessoas que integram seus times. Isso acontece porque grande parte delas está acostumada a promover a felicidade por meio de recompensas financeiras. Mas será mesmo que essa é a única forma de fazer com que um colaborador se sinta motivado e engajado?

A resposta para essa pergunta é não, por mais estranho que isso possa parecer. Claro que dinheiro é importante e as pessoas valorizam e precisam disso, porém, existem várias outras formas de motivar as equipes. Inclusive, a edição de 2017, da nossa pesquisa Carreira dos Sonhos fala justamente sobre isso: o que as empresas podem fazer, gastando pouco, para deixar as pessoas felizes.

O primeiro ponto importante para motivar e engajar as pessoas é trabalhar a liderança e a equipe, como um todo, para aumentar o nível de confiança na empresa e entre as pessoas. Para que isso seja possível, é fundamental entender que confiança não se ganha na declaração, mas em um processo de construção que envolve comportamentos consistentes. Ou seja, basicamente, é preciso ter coerência entre fala e prática: falar o que se faz e fazer o que se fala.

A segunda coisa que uma empresa pode fazer para que as pessoas se sintam mais felizes tem a ver com empoderamento, ou seja, elas querem poder vir inteiras para o trabalho, poder ser quem elas são e ter mais autonomia no seu dia a dia, para decidir quando, onde e com o que trabalhar.

Por último, mas não menos importante, está o valor do aprendizado e existem muitas formas de se trabalhar essa questão na empresa. Uma delas é por meio de treinamentos, que podem ser no estilo mais formal, ou não. Imagine como pode ser gratificante para o time interno se a organização opta por usar aquilo que as equipes já conhecem, já sabem e podem ensinar para mais gente. Além de ser eficiente é recompensador para as pessoas envolvidas.

Como você pode ver não é tão difícil fazer com que o time se sinta feliz e motivado, mesmo que não aja recompensas financeiras. Muito mais que dinheiro, as pessoas querem sentir que há um propósito naquilo que fazem, que o tempo que dedicam ao trabalho trará satisfação pessoal, ou seja, elas querem ter certeza de que tudo o que fazem tem algum sentido.

Olhe mais para o seu time e perceba o que está faltando para que o engajamento se instaure e a motivação aconteça. Quando você fizer isso, será muito mais fácil entender quais ações são necessárias para fazer as pessoas mais felizes.

Fonte: exame

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Plano de saúde é a terceira conquista mais desejada

Uma pesquisa do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) revelou que o plano de saúde está entre as conquistas mais desejadas entre a população brasileira, junto à educação e à casa própria. A recessão econômica e o alto volume de desempregados tornaram o benefício também um fator decisivo para a escolha de um novo emprego, de acordo com 95% dos entrevistados. Os principais motivos para desejar ter plano de saúde, segundo o estudo, são qualidade e agilidade no atendimento, bons médicos e hospitais, comodidade e conforto.

Os resultados refletem uma tendência do Mercado de saúde suplementar, que vem se adaptando à realidade econômica dos brasileiros para absorver e manter novos clientes e resgatar os que tiveram que abrir mão do benefício nos últimos dois anos. “Para combater a taxa de evasão em consequência dos demissionários, buscamos alternativas para oferecer planos mais acessíveis e adaptados às necessidades de cada cliente”, afirma Matheus Colombaroli, presidente da Unimed São Sebastião do Paraíso.

A cooperativa médica, que conta com aproximadamente 7.000 clientes, está comercializando, desde fevereiro desse ano, um plano ambulatorial que garante ao beneficiário consultas, exames e procedimentos ambulatoriais. “Com essa novidade, estamos observando uma adesão de pessoas que sempre queriam ter a tranquilidade de contar com um plano de saúde e não conseguiam por conta dos valores”, comemora Colombaroli.

A Unimed Divinópolis foi uma das pioneiras na criação do modelo coparticipativo, que foi replicado por várias outras operadoras do país. Nesse formato, o beneficiário paga uma mensalidade bastante inferior às categorias tradicionais, de forma coparticipativa, a cada consulta ou procedimento a que for submetido. “O cliente consegue controlar melhor seus custos, fazendo o monitoramento do que utilizou mês a mês e mantém o acesso aos serviços que precisa, em clínicas e hospitais de qualidade, a um custo muito baixo”, explica Evangelista José Miguel, presidente da Unimed Divinópolis e um dos idealizadores do modelo de coparticipação para a saúde suplementar.

A cooperativa conta com 200 mil clientes, dentre eles a Cimcal, empresa especializada em materiais para construção civil. Cliente da Unimed Divinópolis há mais de 20 anos, a empresa estende o benefício a todos os empregados registrados e seus familiares, tendo uma adesão de 95%. “Para nós é extremamente importante ter um quadro de colaboradores satisfeitos e resguardados. Isso influencia diretamente na produtividade e na redução do índice de absenteísmo”, conta Enilso José Barreto, gerente administrativo da Cimcal.

O gestor revela que os investimentos mensais em planos de saúde para os empregados giram em torno de R$ 50 mil, representando 0,5% do faturamento total da organização. “É uma relação custo-benefício muito interessante para a empresa”, completa. Ao todo, no Estado, o Sistema Unimed mineiro conta com 67 cooperativas médicas que atendem a quase três milhões de clientes, contemplando 98% do território estadual. Desses clientes, 80% se enquadram em planos empresariais e 20% em planos individuais.

FOTO: LEO FONTES
Andrea Santos
Andrea Santos, hipertensa, optou pela segurança do plano de saúde

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10 tendências no ambiente de redes sociais

 

Orkut Buyukkokten lista 10 pontos que considera cruciais para o sucesso no ambiente de redes sociais

 

 

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Muitas novas redes sociais vêm surgindo e nos deixando curiosos sobre seu potencial e o quanto podem engajar os usuários. Orkut Buyukkokten que há treze anos fundou a maior rede social do mundo, o orkut.com, e agora está à frente do app hello, uma rede social que aproxima as pessoas por seus interesses, lista os 10 pontos que considera cruciais para o sucesso no ambiente de redes sociais.

 

1. Conheça seu poder e suas fraquezas

A maioria dos serviços de mídia social mede o sucesso pela quantidade de usuários que possuem, ou pela quantidade de tempo gasto pelos usuários em seus serviços. Eu acredito que essa é uma fraqueza. As redes sociais devem nos unir, não nos fazem gastar mais tempo usando nossos dispositivos. E apesar das redes sociais terem mudado a forma como acessamos a Internet de maneira positiva (por exemplo, nos oferecendo informações que nunca pensamos antes explorar), o serviço ainda não foi otimizado para nos ajudar a nos aproximar realmente de forma significativa, mesmo com o tempo todo que estamos passamos online.

2. Esteja preparado – evolução e mudanças são inevitáveis

Eu acredito que o orkut.com ajudou o mundo a se tornar um lugar melhor conectando-nos uns aos outros e aproximando-nos todos juntos. O ambiente virtual social evoluiu tremendamente desde que o orkut.com foi lançado em 2004. O orkut.com foi construído para desktops e navegadores, pensado para uma geração diferente. A nova geração cresceu com redes sociais principalmente consumidas em smartphones. Eu vejo a hello como um sucessor espiritual do orkut.com e uma continuação da evolução das redes sociais.

3. Paixões e interesses são o que nos conectam

As tecnologias devem nos aproximar – criando conexões que fortalecem nossas amizades e nos ajudam a conhecer pessoas incríveis que compartilham algo em comum conosco. O ambiente social deve nos fazer descer e deixar inspirados para explorar o mundo a partir do que nos apaixona. Eu sabia que as redes sociais precisavam de uma mudança, por isso quis lançar a hello.

4. Sempre focar no comportamento do consumidor

Eu acredito que é muito importante manter-se atualizado sobre o comportamento do consumidor, tendências geracionais e tecnologia. A inovação é um aspecto fundamental para manter um produto relevante e competitivo. O Orkut foi construído em uma era diferente, em que as pessoas adoravam redes sociais em seus desktops e navegadores. Nós construímos a hello em uma plataforma móvel que reflete a mudança que vivemos sobre onde e como as pessoas acessam seus dados.

5. Nova mudança deve acontecer em breve no Mercado

As redes sociais mudaram a maneira como compartilhamos, interagimos e nos comunicamos com nossos amigos, colegas de família e desconhecidos. Hoje a maior parte do tempo que temos for a do trabalho passamos em aplicativos de redes sociais. A maioria de nós tem smartphones, está online o tempo todo e interagindo com amigos em várias redes sociais. Agora, com o vídeo e a transmissão ao vivo tornando-se ainda mais populares, estamos começando a ver outra mudança na forma como as redes sociais mudaram a maneira como usamos a Internet.

6. Gigantes e start ups podem coexistir

Google, Facebook e Amazon têm uma enorme base de usuários e oferecem ótimos benefícios para seus consumidores. Para os recém-chegados que possuem produtos similares, é mais difícil competir com essas empresas. No entanto, existem muitos mercados, necessidades e serviços que não são abordados, o que traz uma grande oportunidade para startups. O tempo todo vemos pequenas e emergentes empresas crescendo.

7. A inteligência artificial é uma ferramenta para uma vida melhor

A aprendizagem de máquinas e a AI permitiram muitos avanços na segurança de dados, detecção de fraude, processamento de linguagem natural, cuidados de saúde e até mesmo, para termos carros inteligentes. Com o avanço da tecnologia, a realidade virtual se tornou acessível às massas. Eu vejo isso como um novo meio, a maneira como fomos apresentados ao rádio, walkmans, TVs e smartphones. A IA pode proporcionar uma experiência imersiva em que podemos visualizar e interagir com pessoas e ambientes de uma maneira completamente nova e realista. É um meio revolucionário que alcança muitas indústrias, incluindo jogos, saúde, educação e entretenimento.

8. humanos e algoritmos devem trabalhar juntos para evitar propagandas falsas

As notícias falsas se espalham rapidamente por conta de pessoas que desejam ser as primeiras a compartilhar informações, em busca de obter mais cliques, likes e seguidores. Se as conexões sociais fossem mais autênticas e não conduzidas por métricas de vaidade, isso também amenizaria essa questão. Os algoritmos gerados por computador são menos capazes de distinguir o que é real e o que é falso comparado aos humanos. Entretanto, apenas com interação humana não é possível ter uma solução escalável para lidar com problemas como a propagação de notícias falsas. Eu acredito que a melhor abordagem é uma combinação de humanos e algoritmos de computador.

9. Ambientes virtuais devem estar livres de haters

Eu acho muito importante promover uma comunidade que tenha bons valores. Isso inclui auto-expressão, autenticidade, compaixão e amor. Além dos valores da comunidade, também é necessário que as redes ofereçam ferramentas para que seus consumidores lidem com conteúdos ou indivíduos indesejados. É um equilíbrio delicado esse de permitir liberdade de expressão, mas também permitir aos membros da comunidade a capacidade de adaptar seu ambiente de rede social.

10. Uma missão clara e forte deve ser definida

A hello é uma plataforma única com um propósito fundamentalmente diferente. Sua missão é não apenas conectar pessoas que já se conhecem, mas também facilitar a construção de novas conexões, por meio de interesses comuns. A maneira mais natural para nos conectamos em nossas vidas é compartilhando o que temos em comum. Na hello usamos usa essa lógica para ajudar a apresentar os membros uns aos outros.

 

 

Fonte: Administradores

 

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Centro de reabilitação para sobreviventes da Kiss é modelo fora do país

O Ciava foi criado em 2013  e já prestou mais de 12 mil atendimentos

 

Centro de reabilitação para sobreviventes da Kiss é modelo fora do país  Gabriel Haesbaert/Newco DSM

Foto: Gabriel Haesbaert / Newco DSM

Um serviço que vai ajudar ainda mais pessoas que são vítimas de acidentes com queimaduras. É com esse propósito que, no próximo mês, a chefe da Unidade de Reabilitação do Hospital Universitário de Santa Maria (Husm) e coordenadora do Centro Integrado de Atendimento às Vítimas de Acidentes (Ciava), Marisa Bastos Pereira, irá a Portugal, para mostrar o trabalho que foi criado para atender as vítimas do incêndio na boate Kiss, em 2013. Há dois meses, o grupo recebeu um pedido da Associação Portuguesa de Fisioterapeutas para colaborar na assistência técnica de sobreviventes do desastre que ocorreu na cidade Pedrógão Grande, localizada a cerca de 200 km da capital Lisboa.

Um incêndio na floresta matou 64 pessoas e deixou mais de 100 feridos. A maioria das pessoas teve lesão inalatória e queimadura de superfície corporal, semelhantes aos sobreviventes da tragédia na Kiss.Marisa explica que, durante uma semana, tempo em que ela ficará na Europa, será possível orientar os profissionais e avaliar o tratamento dos pacientes, mas tudo isso vai depender do planejamento que será feito em Portugal.

– Nós já mandamos os protocolos de assistência e capítulos de livros que foram publicados na área da fisioterapia. Daqui, vamos levar também palestras, imagens, mostrar como foram e estão sendo feitos os tratamentos, como se criou o centro e uma visão geral da nossa realidade. A nossa proposta é ir a campo com os sobreviventes, auxiliar na avaliação e no tratamento. Quem sabe, estabelecer também um contato mais próximo com a nossa equipe, aqui, para que possamos auxiliar da melhor forma possível lá – diz.

Em um primeiro momento, quem irá representar a equipe de Santa Maria será Marisa, mas, dependendo da demanda em Portugal, o trabalho poderá expandir-se para os outros profissionais do Ciava. As despesas da viagem vão ser custeadas pelo Husm e pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

 

RECONHECIMENTO

Essa não é a primeira vez que a unidade é solicitada para dar detalhamento sobre atendimento, socorro e tratamento a vítimas de tragédia. No ano passado, o Ciava “exportou” o modelo também para a Escola de Saúde Pública da França, que buscou informações de como funciona o serviço.

Foto: Gabriel Haesbaert / Newco DSM

 

A coordenadora do Ciava comenta, ainda, que os bons resultados, os profissionais qualificados, as pesquisas realizadas e os livros publicados fizeram com que o modelo integrado da equipe multiprofissional se tornasse referência nacional e internacional. Os pacientes recebem acompanhamento de 24 profissionais em diversas áreas, entre elas, pneumologia, otorrinolaringologia, psiquiatria, dermatologia, nutrição, farmácia, terapia ocupacional, serviço social, educação física, enfermagem, fonoaudiologia e fisioterapia. Além disso, o Ciava passou a adotar uma técnica da medicina chinesa, a Ventosa Terapia. O sistema a vácuo melhora a circulação e a flexibilidade da Pele, acelerando a recuperação de pacientes com queimaduras graves.

– Com a tragédia da Kiss, eu comecei a estudar os efeitos fisiológicos que a técnica poderia causar, pois o principal problema do queimado é a aderência.  A Ventosa Terapia aumenta a circulação no músculo e tira as aderências que impedem o movimento. O foco é aumentar a elasticidade da pele para melhorar os movimentos. Nós já conseguimos evitar muitas cirurgias plásticas reparadoras utilizando essa técnica – salienta a fisioterapeuta Anna Ourique.

 

ATENDIMENTO
Desde a criação, o Ciava já prestou mais de 12 mil atendimentos. Dos mais de 600 feridos na tragédia da Kiss, pelo menos 356 sobreviventes do incêndio na casa noturna continuam em acompanhamento. Além disso, oito pessoas que também tiveram queimaduras estão em tratamento. Entre elas, a professora Lis Menezes, 41 anos, e o marido, o taxista André Luiz de Holanda, 39. Há quatro meses, o casal sofreu um acidente dentro de casa, na cidade de São Paulo, e, há um mês, deixaram a capital paulista para fazer tratamento em Santa Maria.

– Eu não sinto mais dor. Cheguei aqui sem conseguir fechar a mão e, agora, já posso notar que vou ter uma qualidade de vida melhor. O tratamento aqui é incrível, os profissionais são atenciosos e qualificados – conta Lis.

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Já André está sem caminhar desde que queimou as pernas. Ele fez enxerto há duas semanas e afirma que acertou quando escolheu vir para Santa Maria fazer o tratamento.

_ Aqui me senti acolhido neste momento em que estamos fragilizados. Sentia dor 24 horas por dia, e com o tratamento percebo a minha evolução e sei que vou voltar a caminhar graças aos profissionais daqui_ declara.

Foto: Gabriel Haesbaert / Newco DSM

 

Fonte: Diário de Santa Maria

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