DRG Brasil será patrocinador da Convenção Nacional Unimed 2017

 

 

Participantes do evento que visitarem o stand do DRG Brasil poderão conhecer a mudança do modelo assistencial e remuneratório hospitalar, já adotada por uma centena de Singulares, pelas Federações RS e Minas e por nove Serviços Próprios do Sistema Unimed.

 

Além disso, ao preencher um cupom, os visitantes irão concorrer a uma bolsa integral de pós-graduação a distância em DRG e a um tablet Samsung Galaxy.

 

Clique aqui para fazer o download do Regulamento do Sorteio.

 

A Convenção Nacional Unimed acontecerá dos dias 3 a 6 de outubro de 2017 no Mabu Thermas Grand Resort – Foz do Iguaçu (PR).

 

Em 2017, o evento comemorará os 50 anos de fundação do Sistema, com o tema “Sistema Unimed, 50 anos de desafios: passado, presente, futuro”.

 

 

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Fórum DRG Brasil & Planisa é realizado em Porto Alegre com grande adesão – Blog do IAG Saúde

 

 

Aconteceu, no dia 17 de agosto, o Fórum DRG Brasil & Planisa – edição Porto Alegre, com o tema: Sustentabilidade Econômica Através da Qualidade Assistencial.

 

A Planisa – referência em consultoria de gestão de custos para a área da saúde – uniu sua experiência ao DRG Brasil – metodologia de gerenciamento da qualidade assistencial adequada ao perfil brasileiro – a fim de proporcionar esse momento de discussão sobre os novos caminhos para a sustentabilidade econômica hospitalar através da melhoria da qualidade assistencial.

 

Realizado no auditório do Hotel Blue Tree em Porto Alegre (RS), com lotação máxima, o Fórum teve o apoio institucional do SINDIHOSPA – Sindicato dos Hospitais e Clínicas de Porto Alegre.

 

 

Programação

 

No primeiro momento, o Dr. Renato Couto, Diretor do DRG Brasil, falou sobre a metodologia DRG Brasil, seguido do sr. Marcelo Carnielo, Diretor Técnico da Planisa, que abordou os benefícios do uso dessa metodologia.

 

Em seguida, o Dr. Mauro Oscar Lima – Superintendente Geral de Hospitais da Fundação São Francisco Xavier (MG), falou sobre “Gestão clínica pelo DRG: Sustentabilidade pela qualidade de assistência”.

 

Ao final, houve um interessante painel de debate sobre as experiências com o uso do DRG Brasil em Porto Alegre, do qual participaram:

• André Reckziegel – Gerente de Controladoria do Hospital Mãe de Deus (RS)

• Tanira Andreatta – Superintendente de Operações e Governos do Hospital Moinhos de Vento (RS)

• Dr. Salvador Gullo Neto – Diretor de Provimento de Saúde da Unimed Porto Alegre (RS)

 

 

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Por que a gravidez de meninas de 10 a 14 anos não diminuiu no Brasil em uma década?

 

‘Sinto saudade de ser criança’: em uma década, gravidez de meninas de 10 a 14 anos não diminui no Brasil

 

Maria, que foi mãe aos 13 anosBBC BRASIL | Maria, que engravidou aos 13 anos: ‘Quando entendi que estava grávida, senti muito nervosismo. Pensei: não vou ser mais criança, agora eu vou cuidar de outra criança’

 

Aos 13 anos de idade, Maria entendia pouco sobre seu próprio corpo. Demorou quatro meses para descobrir que esperava um filho – fruto da primeira relação sexual que teve na vida, com um homem de 21 anos. Até receber a notícia da gravidez, Maria não sabia como ocorre uma gestação – jamais tinha recebido qualquer orientação em casa ou na escola. Tampouco sabia que a lei brasileira configura situações como a dela como estupro de vulnerável.

No posto de saúde de Autazes (AM), município a quatro horas de distância de lancha e carro de Manaus, Maria recebeu um único atendimento psicológico. O objetivo do profissional, conta ela, foi explicar o que era ser mãe.

“Quando entendi que estava grávida, senti muito nervosismo. Pensei: não vou ser mais criança, agora eu vou cuidar de outra criança”, lembra ela, com a fala tímida, enquanto o filho, hoje com três anos, circula pela casa simples onde moram.

Maria e a criança são sustentadas pelos minguados rendimentos que a mãe dela recebe com bicos em serviços domésticos e o Bolsa Família. Sua condição não é exceção na cidade de Altazes onde, segundo o IBGE, quase metade dos domicílios tem renda total de no máximo um salário mínimo. Maria teve que deixar a escola – perguntada sobre o que gostaria de fazer no futuro, respondeu que não sabe.

Sente saudade de ser criança? “Sinto. Eu jogava bola na rua, bola de gude”. E agora? “Não…. Fico em casa e vou à igreja”, diz, enquanto revê na televisão o filme Esqueceram de Mim 3.

Aos 15 anos, dois anos após o ter o primeiro filho, ela sofreu um aborto, e agora, aos 16, acaba de dar à luz uma menina, que mama em seus braços. Depois do último parto, quis fazer uma laqueadura, mas o procedimento não é permitido para mulheres tão jovens.

Hoje, cria os filhos sozinha. O pai da primeira criança morreu assassinado. O da recém-nascida, de 23 anos, mora em uma comunidade afastada do centro de Autazes e só soube que seria pai quando a gravidez estava no sexto mês. Os dois já não estão juntos – Maria diz que ele ajuda a comprar fraldas ou talco, mas não costuma cuidar da filha. “O que pedir, ele dá, mas tem medo de pegar porque ela é muito pequenininha”.

Maria – cujo nome verdadeiro foi preservado para não expô-la, assim como o das demais entrevistadas – é uma das quase 305 mil brasileiras de 10 a 14 anos que tiveram filhos entre 2005 e 2015, segundo o Datasus (banco de dados do Ministério da Saúde), que reúne os registros de maternidades e cartórios.

Os números mostram que a gravidez entre meninas dessa idade ocorre em todo o país, principalmente nas áreas mais pobres, alcançando os piores índices na região Norte. O mais grave é que a taxa de natalidade entre garotas nessa faixa etária não tem caído, ao contrário da tendência geral do país, que observa redução da fertilidade tanto entre adolescentes (mulheres de 15 a 19 anos) como entre adultas (a partir de 20 anos).

Com a ajuda da demógrafa Suzana Cavenaghi, a BBC Brasil calculou que o número de nascidos vivos a cada mil mulheres entre 15 e 49 anos caiu de 58,9 bebês em 2005 para 53,6 em 2015. Enquanto isso, a taxa para meninas entre 10 e 14 anos ficou em 3,2 bebês nos mesmos anos.

Não há um banco de dados que permita ampla comparação internacional para gravidez entre meninas dessa idade. No caso dos Estados Unidos, por exemplo, a gestação nesse grupo etário é bem mais baixa e está em contínua queda: segundo o relatório mais recente do Departamento de Saúde americano, a taxa de nascimentos por mil garotas de 10 a 14 anos caiu de 0,6 em 2007 para 0,2 em 2015. Em 1991, era de 1,4.

 

Retrocesso na educação sexual

Ouvidos pela BBC Brasil, especialistas das áreas de saúde, educação e direito que acompanham o tema apontam para diversos fatores que podem explicar a persistência desse quadro, com destaque para a falta de orientação sexual em casa e nas escolas.

LúciaBBC BRASIL | Grávida aos 14 anos em uma comunidade pobre amazonense, Lúcia sofreu represálias na escola e na igreja

 

Segundo a Unesco, o ensino sobre os temas sexualidade e prevenção à gravidez sofreu enorme retrocesso no Brasil desde 2011, quando a polêmica envolvendo o material educativo Escola sem Homofobia (que ficou tachado de “kit gay”) acabou levando ao recolhimento de todo o suporte didático para educação sexual, que era distribuído desde 2003 para crianças a partir dos 12 anos, no âmbito do Programa Saúde na Escola.

“Hoje, nessa faixa etária de 10 a 14, nada tem sido feito no campo das políticas públicas de educação e sexualidade. Não existe uma diretriz nacional. Isso acaba virando um tabu e, como consequência, temos as crianças engravidando”, critica Rebeca Otero, coordenadora de Educação da Unesco no Brasil.

Para o órgão da ONU, a educação sobre sexualidade e gênero deve começar desde os cinco anos, para meninas e meninos. Isso nunca foi implementado no Brasil, diz Otero.

“A orientação da Unesco é que os assuntos sejam adaptados a cada faixa etária: o conhecimento do corpo, por que sente o desejo, o que é abuso sexual. Tendo essa informação, a criança vai saber como se proteger de uma gravidez, como postergar sua vida sexual, caso queira”.

Sem orientação, as meninas de menor renda são as mais vulneráveis, nota Maria Helena Vilela, diretora do Instituto Kaplan, especializado em sexualidade.

“Muitas vezes, nas casas mais pobres, a família inteira é obrigada a viver num mesmo ambiente. Então, pais fazem sexo e elas não só assistem, como passa a ser algo muito natural ainda cedo”, observa.

“E hoje há também muito mais mães e pais separados, em busca de novos parceiros. Essas meninas convivem em ambiente muito mais sensualizado do que antigamente, também pela mídia, músicas, televisão, internet. Mas, ao mesmo tempo em que vivem num mundo social com muita liberdade, há um despreparo da escola, da família, para encarar que elas já podem ser sexualmente ativas. Elas ficam vulneráveis pela ignorância”, afirma.

 

Lúcia e sua bebêBBC BRASIL | Especialistas acreditam que violência sexual e tolerância com relações supostamente consentidas entre adultos e menores de idade estão por trás da maioria dos casos de gravidez na pré-adolescência

 

‘Já vai abrindo as pernas’

E se a escola e a sociedade não educam para evitar a gravidez, em geral também não estão preparadas para acolher as meninas gestantes, ressalta Otero.

Grávida aos 14 anos de um namorado de 19 em uma comunidade pobre de Autazes, Lúcia sofreu represálias na escola e na igreja evangélica. “Já vai abrindo as pernas, depois fica sem condição”, disse ter ouvido de um professor.

Ela não queria um filho, mas, religiosa, nem cogitou o aborto. “Sabia que era uma vida, não podia matar.”

A filha nasceu há um mês e agora ela só pode ir à igreja se ficar isolada. Foi excluída do grupo de jovens, em que participava do coral, sua principal distração. O pastor quer que ela case com o pai da criança “para voltar à comunhão e participar do grupo de senhoras”.

“Eu não sou senhora. Tenho que ter responsabilidade por causa dela, mas não tenho que ser senhora. Me senti abandonada, senti revolta”, contou.

Lúcia sente saudade do seu corpo. Os seios ficaram bem maiores, a barriga ganhou estrias. Está traumatizada com a gravidez e diz que não quer mais ter filhos. O processo de parto foi difícil, com duas hemorragias, e acabou em cesárea. “Achei que tinha morrido. Minha vista escureceu, perdi o movimento do corpo. Dor de parto vai quebrando tudo dentro da gente”, relembra.

Lúcia decidiu ter uma segunda chance na vida: vai se mudar no próximo ano para Presidente Figueiredo, outra cidade do Amazonas, onde terá o suporte de uma tia. A filha vai ficar com a mãe de Lúcia em Autazes – ela, que também teve o primeiro filho aos 14 e foi obrigada ao matrimônio, apoia a decisão da menina.

 

“Casamento cedo tira a liberdade. Eu vou sentir saudades da minha filha, mas lá a escola é melhor. Quero ser arquiteta, pegar ela quando eu tiver faculdade e condição de criar”, planeja Lúcia.

 

Abusos por trás da gravidez

Especialistas no tema acreditam também que a violência sexual e a tolerância com relações supostamente consentidas entre adultos e menores de idade estão por trás da maioria dos casos de gravidez na pré-adolescência.

“Nem todos os casos nessa faixa são resultado de estupro, mas o que vemos muitas vezes são meninas que sofrem abusos sexuais durante a infância e isso acaba estimulando sua sexualidade, levando essas meninas a namorarem mais cedo, o que acaba desembocando nessa gravidez”, afirma Ana Carolina Araújo, conselheira tutelar em Ceilândia, cidade satélite de Brasília.

A polícia do Distrito Federal registrou 832 estupros de vulneráveis (menores de 14 anos) em 2016, mas Araújo acredita que a maioria dos casos não chega a ser denunciada. Essa é a mesma impressão da delegada Juliana Tuma, titular da única Delegacia Especializada em Proteção a Criança e ao Adolescente de Manaus. Ela diz que chegam para ser investigados por dia, em média, de seis a sete suspeitas de estupros de vulneráveis.

No Amazonas, a quantidade de nascidos vivos de mães de 10 a 14 anos cresceu 40% desde 2005 (maior alta entre os Estados), chegando a 1.432 em 2015.

Para o promotor de Autazes, Cláudio Sampaio, que já atuou também em outras cidades do Estado, a redução do problema virá “somente com projetos sociais, um debate maior da própria sociedade, que seja incentivado por órgãos públicos ou por igrejas, pra poder fortalecer o respeito à sexualidade da mulher e o respeito à criança”.

“Aqui no Norte, vejo uma cultura, digo no sentido de hábitos que estão enraizados na sociedade, de aceitação das relações sexuais entre crianças e adultos. Isso é considerado normal, infelizmente, e acontece até no próprio núcleo familiar, com padrastos, com irmãos, com tios”, afirma.

Mas essa solução proposta pelo promotor esbarra em outro problema que ele próprio identifica: a “ausência do poder público” em uma região distante do restante do país, de grande extensão e com enormes desafios logísticos devido à floresta.

Ele ressalta a necessidade de maior presença do governo federal, já que é comum autoridades locais estarem envolvidas em abusos. O caso mais famoso é o de Coari, cujo ex-prefeito Adail Pinheiro chegou a ser condenado a 11 anos e 10 meses de prisão por exploração sexual infantil, mas esse ano recebeu indulto (perdão) da pena e foi solto.

“O governo federal precisa cuidar das pessoas daqui, e isso não é propriamente dar dinheiro, dar um Bolsa Floresta. É preciso que o poder público venha e capacite as pessoas, para que possam desempenhar profissões, para que entendam a necessidade de respeito às mulheres”, cobra.

As três garotas com quem a BBC Brasil conversou no Amazonas relataram ter sofrido algum tipo de abuso sexual durante suas vidas, casos que seguem sem punição. Maria foi estuprada por um comerciante ao 13, quando já estava grávida. Lúcia teve a coxa acariciada por um funcionário do posto de saúde aos 12 – ele depois estuprou a irmã dela, que tinha 14.

Em Manaus, Joana, hoje com 17 anos e mãe de dois filhos, contou que sofreu seu primeiro abuso aos 5. O estuprador foi um vizinho, que pagou R$ 50 a sua mãe, viciada em drogas. Com muito sangramento, foi parar num hospital. “Meu útero saiu do lugar, até hoje sinto dores por isso”. Nada aconteceu com ele, que a abusou novamente cinco anos depois, dessa vez por R$ 100.

Joana saiu de casa para um abrigo depois de se cortar “todinha com uma gilete”. Passou por vários. “Depois do meu segundo estupro, com 11 anos comecei a ser putinha”, conta. Sua primeira gravidez, aos 13 anos, foi interrompida com quatro comprimidos de um remédio abortivo. Na segunda, aos 14, decidiu ter o filho. O pai era seu namorado, então com 21 anos, homem que a explorava sexualmente e a induzia a se drogar junto com sua mãe.

 

Joana e sua filhaBBC BRASILI | Nascimento do primeiro filho deu a Joana chance de ser atendida por serviço de apoio a vítimas de violência sexual

 

“Passei duas semanas pensando com Deus se abortava. Pensei: vai atrapalhar minha vida, vai acabar minha vida de puta.”

A gravidez na pré-adolescência em geral traz efeitos negativos para as meninas e seus bebês: estudos mostram maior incidência de evasão escolar, de depressão pós-parto e de nascimentos prematuros e com baixo peso. Entre elas, o acompanhamento pré-natal e a amamentação costumam durar menos tempo do que entre as mães adultas. São consequências da pouca maturidade e das condições sociais precárias dessas meninas.

No caso de Joana, a gravidez acabou tendo impacto positivo. O acompanhamento pré-natal a levou ao Serviço de Atendimento às Vítimas de Violência Sexual de Manaus, onde recebeu apoio psicológico e conseguiu interromper a venda do seu corpo e, gradualmente, o uso de drogas.

Hoje ela está casada e tem uma boa relação com o pai de sua segunda filha, de sete meses. Ele tem 21 anos e trabalha com manutenção de ar-condicionado – item onipresente na fervente Manaus.

“Depois que meus filhos nasceram, veio um amor muito grande. Eu quis deixar a vida velha pra lá. Mas às vezes eu choro, quando meus filhos estão dormindo. Fica um reflexo (lembrança) na minha cabeça. Eu fico lendo a Bíblia, fico lendo, fico lendo, e só assim eu acalmo. Se eu for começar a pensar, eu fico doida”, diz ela, que é evangélica.

“Eu tenho muito sonho de que mato ele (o abusador, que segue morando no bairro da infância de Joana). Eu quero matar ele, mas se eu for pra cadeia, o que vai ser dos meus filhos? Eu penso muito nisso.”

A BBC Brasil questionou os ministérios da Educação e Saúde sobre as críticas quanto à falta de políticas públicas para enfrentar a gravidez de garotas e saber o que o governo pretende fazer para enfrentar o problema. A pasta da Educação não se manifestou. Já a pasta da Saúde se limitou a comentar as causas do problema e minimizar sua gravidade, destacando que os nascimentos nesse grupo representam 0,9% do total de nascidos vivos no país.

“A leve tendência de aumento, (da gravidez) na faixa de 10 a 14 anos, pode estar associada a vários fatores tais como violência sexual, aspectos culturais, iniquidades, falta de oportunidades, dentre outros; além disso, esse é um percentual muito pequeno, quando considerada todas as faixas etárias”, respondeu o ministério.

 

Fonte: BBC Brasil

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Trabalho sobre infecções relacionadas à assistência utilizando classificação do DRG Brasil ganha Prêmio IESS

 

Prêmio IESS: infecções relacionadas à assistência em saúde

 

 

 

As infecções relacionadas à assistência em saúde (Iras) ainda são um dos mais importantes problemas do setor no mundo. Este tipo de infecção é adquirido durante a prestação dos cuidados de saúde e podem resultar em mortes, além de elevado custo direto e indireto. Exatamente pela importância deste tema na cadeia de saúde – suplementar ou pública – é que novos estudos e iniciativas na área devem ser incentivados.

 

O estudo “Influência das infecções relacionadas à assistência no tempo de permanência e na mortalidade hospitalar utilizando a classificação do diagnosis related groups como ajuste de risco clínico” rendeu a Maria Aparecida Braga o 2° lugar na categoria “Promoção da Saúde e Qualidade de Vida” na edição 2016 do Prêmio IESS de Produção Científica em Saúde Suplementar. “As Iras são condições passíveis de serem evitadas e acreditamos que o impacto assistencial, social e econômico é imenso, daí a importância do tema”, comenta Maria Aparecida.

 

Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e doutora pela UFMG, Maria Aparecida conversou conosco sobre seu trabalho, a importância do Prêmio IESS e o que mudou após ter seu trabalho reconhecido.

 

Leia a entrevista abaixo e não deixe de inscrever gratuitamente, até 15 de setembro, seu trabalho de conclusão de curso de pós-graduação (especialização, MBA, mestrado ou doutorado) com foco em saúde suplementar nas áreas de Economia, Direito e Promoção de Saúde, Qualidade de Vida e Gestão em Saúde. Veja o regulamento completo.

 

Os dois melhores de cada categoria receberão prêmios de R$ 10 mil e R$ 5 mil, respectivamente, além de certificados, que serão entregues em cerimônia de premiação em dezembro deste ano.

 

Blog do IESS – Sobre o que é o trabalho?

Maria Aparecida Braga – É sobre a influência da infecção relacionada à assistência à saúde no tempo de permanência hospitalar e sobre a mortalidade. São condições passíveis de serem evitadas e acreditamos que os impactos assistenciais, sociais e econômicos são imensos, daí a importância do tema. É parte de pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, Infectologia e Medicina Tropical.

 

Blog – Como conheceu o Prêmio IESS?

MAB – Por meio do meu orientador, o Dr. Renato Couto, que é um grande pesquisador da área de gestão da saúde.

 

Blog – E qual sua impressão sobre o Prêmio IESS?

MAB – Foi muito gratificante receber o Prêmio IESS. É um reconhecimento de todo o trabalho. Saber que estamos atuando para modificar alguma coisa para melhoria da sociedade e que isto está sendo levado em consideração, sendo avaliado por um grupo de pesquisadores renomados é recompensador. A participação no evento da premiação foi particularmente importante. A forma como foram apresentados os trabalhos e como foram detalhadamente avaliados me deixou muito bem impressionada.

 

Blog – Em sua opinião, qual a importância de premiações com esta?

MAB – A premiação é um estímulo ao desenvolvimento da pesquisa séria e conectada à realidade da saúde brasileira. No Prêmio IESS, são avaliados trabalhos que podem realmente fazer a diferença na atuação dos profissionais de saúde e na gestão do setor, melhorando as condições assistenciais, com foco na segurança assistencial e determinando maior responsabilidade e responsabilização com o uso dos recursos, que são limitados.

 

Blog – O que mudou após receber o Prêmio IESS?

MAB – Recebi diversos telefonemas e a visibilidade do trabalho certamente aumentou. Parabenizo o IESS não apenas por essa iniciativa, mas por todas realizadas em prol da segurança assistencial. A saúde brasileira está muito carente de atitudes como esta.

 

 

Fonte: Blog do IESS – Instituto de Estudos de Saúde Suplementar

 

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Zika custou 4,6 bilhões de dólares ao Brasil nos últimos dois anos, diz ONU

Primeiro documento sobre impacto econômico do zika informa ainda que custo a longo prazo do vírus no País pode chegar a US$ 10 bi.

 

Custo do tratamento de cada criança com anomalias associadas ao zika pode chegar a US$ 890 mil, avaliou a ONU e o Ministério da Saúde (Foto: AP Photo/Felipe Dana)Custo do tratamento de cada criança com anomalias associadas ao zika pode chegar a US$ 890 mil, avaliou a ONU e o Ministério da Saúde (Foto: AP Photo/Felipe Dana)

 

Entre 2015 a 2017, o zika custou ao Brasil US$ 4,6 bilhões, o que representa 0,09% do PIB. Já a longo prazo, o custo das anomalias associadas ao vírus poderá chegar a US$ 10 bilhões. Os dados são do primeiro relatório sobre a avaliação socioeconômica do zika lançado em Brasília nesta terça-feira (15).

A ONU aponta que o custo do tratamento de cada criança com microcefalia associada ao zika ao longo da vida pode chegar a US$ 890 mil. Até o momento, 48 países confirmaram casos do vírus. O maior número de infecções nos países foi registrado durante o ano de 2016. Neste ano, houve queda.

Ainda, a estimativa das Nações Unidas é que o impacto socioeconômico da doença na América Latina e Caribe chegue a R$ 18 bilhões de dólares – aproximadamente R$ 56 bilhões.

“O zika se assemelha à mobilização durante a epidemia de ebola na África. Tivemos uma geração de crianças infectadas”, afirma João Paulo Toledo, diretor da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.

Representante da Organização Panamericana de Saúde, Joaquin Molina explica que o Brasil se articulou para identificar a síndrome e ainda será importante para a busca de respostas.

“O Brasil é hoje e vai ser possivelmente o país mais importante para ajudar a responder as perguntas que ainda temos”, disse Molina.

O relatório, elaborado pelas Organização das Nações Unidas e pelo Ministério da Saúde, analisou o impacto causado pela doença no Brasil, Colômbia e Suriname desde 2015, quando o vírus zika começou a se espalhar.

Preparado por especialistas, pesquisadores, organizações de saúde e universidades internacionais, os valores foram calculados com base em avaliação de impacto do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV).

Especialista observa exame de imagem de um bebê com microcefalia em hospital do Recife, em foto de 26 de janeiro de 2016 (Foto: Reprodução TV Globo)

Especialista observa exame de imagem de um bebê com microcefalia em hospital do Recife, em foto de 26 de janeiro de 2016 (Foto: Reprodução TV Globo)

 

Impacto será significativo

O relatório concluiu que haverá impacto socioeconômico significativo nos países afetados a curto e longo prazo. As perdas devem ser sentidas no produto Interno Bruto dos países, bem como as consequências poderão ser sentidas no desenvolvimento social, podendo até “desacelerar” o avanço nos objetivos de desenvolvimento sustentável, como avalia a ONU.

O zika afeta os países mais pobres da América Latina e Caribe em escala desproporcional, por mais que os governos tenham se esforçado para controlar a disseminação da doença. Entre as dificuldades enfrentadas, o documento aponta a “modesta capacidade em sistemas de vigilância e diagnóstico e em esforços de prevenção”.

A desigualdade na cobertura da saúde também contribui para que a parcela mais pobre da população fique mais vulnerável.

Situação grave no Caribe

O Caribe é a região mais afetada com o problema. O impacto no local é cinco vezes maior que em toda a América Latina. Estima-se que o país tenha perdido aproximadamente R$ 28 bilhões em três anos, devido à redução no turismo interacional. No Brasil, os custos devem ser maiores, embora o impacto geral seja sentido com mais intensidade nos países mais pobres.

O relatório conclui que as estratégias locais e nacionais dos países precisam ser fortalecidas no combate à doença. De acordo com a ONU, os governos devem estar prontos para reagir em casos de doenças que podem ser transmitidas com rapidez. Outra recomendação é o controle do mosquito transmissor de forma “integrada e multissetorial”.

Programas de proteção e sistemas de saúde também devem ser reforçados e adaptados para atingir as vítimas da doença, o que inclui mulheres, crianças e pessoas com necessidades especiais.

“O desafio que a gente tem é avaliar os danos causados pelo zika e suas consequências, seja do ponto de vista social, econômico ou do impacto no sistema de saúde”, disse Alberto Beltrame, secretário executivo do Ministério do Planejamento.

Aedes aegypti é o transmissor da dengue, zika, chikungunya e febre amarela. (Foto: Divulgação / Prefeitura de Ipatinga)Aedes aegypti é o transmissor da dengue, zika, chikungunya e febre amarela. (Foto: Divulgação / Prefeitura de Ipatinga)

 

Zika é uma doença causada por um vírus do gênero Flavivírus. Identificada pela primeira vez em 1947 em um macaco rhesus na floresta Zika, da Uganda, foi diagnosticada no Brasil em abril de 2015. O vírus é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, que também transmite a dengue e a febre chikungunya.

Os principais são dor de cabeça, febre baixa, dores leves nas articulações, manchas vermelhas na Pele, coceira e vermelhidão nos olhos. A evolução da doença costuma ser benigna e os sintomas geralmente desaparecem espontaneamente em um período de 3 até 7 dias.

O quadro de zika é muito menos agressivo que o da dengue, por exemplo, e cerca de 80% dos pacientes não têm manifestações clínicas. O que assusta é sua possível relação com outras condições mais graves, como microcefalia e síndrome de Guillain-Barré.

Não há tratamento específico para a doença. Segundo o Ministério da Saúde, os casos devem ser tratados com o uso de paracetamol ou dipirona para controle da febre e da dor. Assim como na dengue, o uso de ácido acetilsalicílico (aspirina) deve ser evitado por causa do risco aumentado de hemorragias.

Como o vírus da zika é transmitido pelo Aedes aegypti, a prevenção segue as mesmas regras aplicadas a essas doenças. Evitar a água parada, que os mosquitos usam para se reproduzir, é a principal medida.

Colocar telas de proteção nas janelas e instalar mosquiteiros na cama também são medidas preventivas. Vale também usar repelentes e escolher roupas que diminuam a exposição da pele. Em caso da detecção de focos de mosquito que o morador não possa eliminar, é importante acionar a Secretaria Municipal de Saúde do município.

Fonte: G1 – Bem Estar

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