Como a logística hospitalar pode auxiliar na gestão do serviço de saúde

O processo de monitoramento de medicamentos pode ajudar a promover uma assistência à saúde mais segura, com menos eventos adversos ligados ao erro de medicação

A logística hospitalar é essencial para dois aspectos importantes de qualquer serviço de saúde. A primeira é a segurança do paciente, garantindo que ele receba melhor assistência médica em diversos níveis de seu atendimento. A segunda é a sustentabilidade e economia para os serviços e instituições, sempre por meio de processos bem mapeados de ponta a ponta, controlando e reduzindo custos, evitando desperdícios e, consequentemente, também aumentando receita.

“A logística garante a segurança através da rastreabilidade de todos os insumos e medicamentos, do recebimento à administração ao paciente, garantindo que ele os receba na dosagem, na hora e pela via certa. Eventos do tipo “dose máxima diária”, “dose máxima mês”, “terapia duplicada”, “interações medicamentosas” são alguns exemplos que podem ser evitados por um processo logístico eficiente”, comenta Mayuli Fonseca, Diretora de Novos Negócios da UniHealth Logística Hospitalar.

O passo a passo do processo de monitoramento nos hospitais brasileiros – do centro de distribuição, passando pelas unidades de saúde e chegando à administração de medicamentos de aos pacientes – pode, portanto, fazer a diferença na assistência segura. “Nosso processo de monitoramento é realizado através de leitura de código de barras a cada etapa do processo logístico, que se inicia no recebimento do produto, no qual recebe um primeiro código de barras, e passa por todos os processos readequação dos produtos até o consumo final pelo paciente” diz Mayuli.

“A capacidade do nosso software de atribuir código de barras, desde caixas até miligramas, possibilita monitorar cada etapa de cada processo realizado nos medicamentos, desde o recebimento no centro de distribuição, armazenagem randômica com dupla checagem, fracionamento, unidose, dispensação ao paciente, administração ao paciente e devoluções”, complementa.

Segundo a diretora da UniHealth Logística Hospitalar, as tecnologias utilizadas para garantir essa logística segura são um software, código de barras serializado, equipamentos de mobilidade (PDAs), robôs de separação de produtos e de montagem de prescrição, RFID e dispensários eletrônicos.

Customização às necessidades
Alguns medicamentos, como os de alto custo, oncológicos e controlados, necessitam de atenção especial, como a temperatura controlada. Com isso, na logística hospitalar, cada tipo de produto tem uma metodologia customizada.

Por exemplo, os produtos de alto custo podem ser controlados por RFID, código de barras serial e controle de acesso aos locais de armazenagem, dependendo da necessidade do cliente. Os oncológicos são controlados com restrição de acesso e dispensação unitária a paciente, enquanto os produtos de temperatura controlada são gerenciados em câmaras frias com acondicionamento em caixas próprias de transporte para manutenção da temperatura.

Dispensação serializada 
A dispensação serializada de medicamentos garante segurança da administração do medicamento beira-leito. “A serialização vincula cada unidade do medicamento a um paciente especifico quando é realizada a dispensação do produto. No momento da administração, quando é realizada a leitura para confirmação da utilização desse produto no paciente, se o produto não estiver vinculado a esse paciente, será gerado um alerta de erro de administração em tempo real, evitando que o medicamento errado seja dispensado ao paciente”, informa Mayuli.

Menos erros de medicação
A relevância de um serviço de inteligência em logística hospitalar é essencial para evitar erros de medicação. “Sem rastreabilidade é impossível impedir erros de administração e até mesmo medir deste tipo”, comenta Mayuli.

Isso significa que a inteligência logística significa ser capaz de monitorar de forma automatizada todos os movimentos da cadeia para garantir que o fluxo de informação e de produtos siga de maneira paralela e assertiva em todas em todo o seu caminho, sobrepondo a possíveis falhas humanas em etapas como armazenagem, dispensação e administração.

Fonte: segurancadopaciente

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Fluxo de informação eficiente é chave de sucesso na medicina hospitalar

Saiba o que o Chief Strategy Officer na IPC Healthcare, Ron Greeno, pensa sobre os desafios da atuação do médico hospitalista

Um dos pioneiros em medicina hospitalar nos Estados Unidos, Ron Greeno, da IPC Healthcare, acredita que a boa comunicação entre médicos hospitalistas e particulares é o segredo do sucesso da medicina hospitalar. Confira, a seguir, a entrevista exclusiva que ele concedeu ao IBSP.

Ron Greeno

IBSP – Quais os maiores desafios que um médico hospitalista encontra em seu dia a dia de trabalho?
Ron Greeno – Um dos problemas enfrentados pelo modelo hospitalista é continuidade no tratamento. Em vez de o paciente ter seu médico pessoal cuidando dele, alguém que já o conhece e trata, este paciente agora está sob os cuidados de um hospitalista. Então, temos de conseguir receber informação do médico do paciente (o que o acompanha em consultório) e também, quando o doente deixa o hospital, temos de devolver os detalhes acerca do tratamento realizado e programar sua continuidade junto ao médico particular, fornecendo toda a informação para ele.

IBSP – Então, a falta de continuidade no tratamento é o ponto-chave?
Ron Greeno – A falta de continuidade no modelo é um problema em potencial se não for gerenciado corretamente. Nem todo programa é igual em todos os hospitais, mas os bons conseguiriam desenvolver estratégias de comunicação que permitiram superar esta questão. O fluxo de informação é o principal ponto.

IBSP – Como o paciente se beneficia com a presença de um médico hospitalista?
Ron Greeno – Bem, eles estão lá. Um médico presente versus um médico não presente é uma grande diferença. Eles não só estão lá o dia todo, como têm colegas a noite toda. Não sei como acontece no Brasil, mas, 50 anos atrás nos Estados Unidos não havia médicos nos prontos-socorros. Você entrava na emergência e tinha uma enfermeira, que perguntaria qual era o problema, examinaria você, verificaria a temperatura e sinais vitais, e então ligaria para o seu médico, que sairia de casa ou do consultório para ir até lá.

Alguém teve a ideia de que esta não era uma boa maneira de lidar com emergências. Eles disseram “por que não pegamos alguns médicos e colocamos na emergência 24 horas por dia, trabalhando em turnos, e façamos com que estejam lá quando o paciente chega?”. Afinal de contas, é uma emergência. Então, foi assim que a medicina de emergência surgiu como especialidade.

Com a Medicina Hospitalar foi a mesma coisa. Então, basicamente colocando médicos 24 horas por dia no lugar em que os pacientes mais doentes estão, ou seja, no hospital. No passado, havia muitos hospitais que não tinham um médico no turno da noite. Você tinha centenas de pacientes doentes, e nenhum médico. Não faz muito sentido, não é mesmo?

Fonte: segurancadopaciente

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Dr. Renato Couto falará sobre modelos de remuneração hospitalar no I Seminário Unidas RJ – Blog do IAG Saúde

 

 

O Dr. Renato Couto, Diretor do IAG Saúde e do DRG Brasil, será o palestrante do I Seminário Unidas – Rio de Janeiro.

 

 

 

No evento, que terá como tema “Modelos de Remuneração dos Serviços Hospitalares”, o médico falará sobre as experiências do presente como direcionadoras do futuro.

 

 

* Data: 14 de setembro de 2017

* Horário: 9h às 13h

* Local: Auditório Central da Petrobras – Av. República do Chile, 65 – 1º andar, Centro. Rio de Janeiro/RJ

 

 

 

 

Contato: unidas@unidas.org.br | 11 3289-0855

 

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