Empresa conquista o mercado com soluções para minimizar burocracia fiscal

Oferecendo aplicações para simplificar rotina do setor contábil e fiscal, SIEG registrou crescimento de 100% em 2016 e projeta 200% para 2017

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Uma das principais dificuldades mencionadas pelos empresários brasileiros na gestão de seus negócios diz respeito às obrigações contábeis e fiscais. Não à toa, de acordo com o Índice de Complexidade Financeira de 2017, realizado pela TMF Group, o Brasil ocupa o segundo lugar na lista dos 94 países com maior complexidade fiscal do mundo, atrás apenas da Turquia.

Para suplantar os empecilhos no momento de manter as contas e os tributos em dia, empresas de diversos segmentos e tamanhos têm buscado na tecnologia uma alternativa sustentável para essa demanda. É nesse Mercado que aposta a SIEG, companhia que já acumula mais de 35.000 clientes espalhados pelo Brasil, entre eles multinacionais como Samsung, Mosanto, Carl-Zeiss, Bombardier e Camargo Corrêa.

A SIEG surgiu a partir da ideia de fornecer soluções inteligentes capazes de facilitar a rotina administrativa. Inovadores, seus softwares e aplicativos têm implantação e uso simples e permitem emitir, baixar e gerenciar notas fiscais da maneira mais segura e prática possível, com armazenamento em nuvem independente, além de disponibilizarem um sistema inédito de integração de apontamentos da folha de pagamento.

“A complexidade fiscal do país obriga as empresas a se esforçarem duramente para cumprir todas as normas. O foco da nossa atuação é oferecer as ferramentas adequadas para suprir as necessidades do empresariado através da tecnologia, que é o melhor meio de sobreviver à burocracia”, afirma Henrique Carmellino Filho, gerente comercial da companhia, criada em sociedade com o pai e o irmão, respectivamente Henrique e Gustavo Carmellino – e outros dois sócios, Flavio Correia e Wellington Barbosa.

Fundada há nove anos em Recife, a SIEG cresceu rapidamente e hoje também tem sedes em São Paulo e Rio de Janeiro, com uma base em Minas Gerais planejada para inauguração até outubro, além de dezenas de revendedores exclusivos em vários outros estados, como Paraná, Mato Grosso, Goiás e Espírito Santo. Tendo crescido 100% em 2016, a companhia projeta um crescimento de 200% para este ano e pretende seguir expandindo os negócios. “Só neste mês de agosto já tivemos 300 novos clientes e, com novas sedes e novos revendedores, esperamos manter o ritmo de crescimento acelerado”, adianta Filho.

Os serviços

Carro-chefe da marca, o NF-e SIEG foi idealizado para acabar com as dores de cabeça sofridas no controle de notas fiscais. O aplicativo permite que o cliente baixe os XML’s de forma automática, capturando todas as NF-es, NFC-es, CT-es e arquivos SAT, o que torna a transmissão SPED altamente dinâmica e eficaz e poupa o trabalho do contador.

Integrado ao NF-e SIEG, o Cofre desenvolvido pela empresa complementa esse serviço com o armazenamento inteligente na nuvem. Hospedado no maior data center do mundo, o AWS Amazon, em ambiente independente do sistema contábil, o Cofre garante a segurança dos arquivos, que também passam por backups regulares. Os gestores ganham, com ele, um gerenciador de XML’s eficiente, que possibilita flexibilidade e facilidade na pesquisa de qualquer tipo de documento e ainda fornece relatórios exclusivos.

Esse sistema pode ser otimizado com a utilização do Emissor SIEG, que transforma a emissão de notas fiscais em um procedimento simples e ágil. Através de uma plataforma de interface amigável, sem precisar instalar nada, o administrador pode emitir de onde estiver, até mesmo do celular. O processo se torna ainda mais eficiente graças à ferramenta de parametrização, criada com o intuito de evitar erros no preenchimento.

“Trata-se do único sistema disponível no mercado capaz de emitir, armazenar e organizar as notas fiscais contra o CNPJ sem manifestação”, detalha o gerente comercial.

Outra inovação de grande utilidade trazida pela empresa é a Folha SIEG, o primeiro sistema de integração de apontamentos da folha de pagamento do mercado. Voltado exclusivamente para escritórios de contabilidade, o mecanismo automatiza a elaboração da folha de pagamento, eliminando a digitação do departamento pessoal e os recorrentes erros cometidos nesse processo.

Fonte: administradores

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Centro de reabilitação para sobreviventes da Kiss é modelo fora do país

O Ciava foi criado em 2013  e já prestou mais de 12 mil atendimentos

 

Centro de reabilitação para sobreviventes da Kiss é modelo fora do país  Gabriel Haesbaert/Newco DSM

Foto: Gabriel Haesbaert / Newco DSM

Um serviço que vai ajudar ainda mais pessoas que são vítimas de acidentes com queimaduras. É com esse propósito que, no próximo mês, a chefe da Unidade de Reabilitação do Hospital Universitário de Santa Maria (Husm) e coordenadora do Centro Integrado de Atendimento às Vítimas de Acidentes (Ciava), Marisa Bastos Pereira, irá a Portugal, para mostrar o trabalho que foi criado para atender as vítimas do incêndio na boate Kiss, em 2013. Há dois meses, o grupo recebeu um pedido da Associação Portuguesa de Fisioterapeutas para colaborar na assistência técnica de sobreviventes do desastre que ocorreu na cidade Pedrógão Grande, localizada a cerca de 200 km da capital Lisboa.

Um incêndio na floresta matou 64 pessoas e deixou mais de 100 feridos. A maioria das pessoas teve lesão inalatória e queimadura de superfície corporal, semelhantes aos sobreviventes da tragédia na Kiss.Marisa explica que, durante uma semana, tempo em que ela ficará na Europa, será possível orientar os profissionais e avaliar o tratamento dos pacientes, mas tudo isso vai depender do planejamento que será feito em Portugal.

– Nós já mandamos os protocolos de assistência e capítulos de livros que foram publicados na área da fisioterapia. Daqui, vamos levar também palestras, imagens, mostrar como foram e estão sendo feitos os tratamentos, como se criou o centro e uma visão geral da nossa realidade. A nossa proposta é ir a campo com os sobreviventes, auxiliar na avaliação e no tratamento. Quem sabe, estabelecer também um contato mais próximo com a nossa equipe, aqui, para que possamos auxiliar da melhor forma possível lá – diz.

Em um primeiro momento, quem irá representar a equipe de Santa Maria será Marisa, mas, dependendo da demanda em Portugal, o trabalho poderá expandir-se para os outros profissionais do Ciava. As despesas da viagem vão ser custeadas pelo Husm e pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

 

RECONHECIMENTO

Essa não é a primeira vez que a unidade é solicitada para dar detalhamento sobre atendimento, socorro e tratamento a vítimas de tragédia. No ano passado, o Ciava “exportou” o modelo também para a Escola de Saúde Pública da França, que buscou informações de como funciona o serviço.

Foto: Gabriel Haesbaert / Newco DSM

 

A coordenadora do Ciava comenta, ainda, que os bons resultados, os profissionais qualificados, as pesquisas realizadas e os livros publicados fizeram com que o modelo integrado da equipe multiprofissional se tornasse referência nacional e internacional. Os pacientes recebem acompanhamento de 24 profissionais em diversas áreas, entre elas, pneumologia, otorrinolaringologia, psiquiatria, dermatologia, nutrição, farmácia, terapia ocupacional, serviço social, educação física, enfermagem, fonoaudiologia e fisioterapia. Além disso, o Ciava passou a adotar uma técnica da medicina chinesa, a Ventosa Terapia. O sistema a vácuo melhora a circulação e a flexibilidade da Pele, acelerando a recuperação de pacientes com queimaduras graves.

– Com a tragédia da Kiss, eu comecei a estudar os efeitos fisiológicos que a técnica poderia causar, pois o principal problema do queimado é a aderência.  A Ventosa Terapia aumenta a circulação no músculo e tira as aderências que impedem o movimento. O foco é aumentar a elasticidade da pele para melhorar os movimentos. Nós já conseguimos evitar muitas cirurgias plásticas reparadoras utilizando essa técnica – salienta a fisioterapeuta Anna Ourique.

 

ATENDIMENTO
Desde a criação, o Ciava já prestou mais de 12 mil atendimentos. Dos mais de 600 feridos na tragédia da Kiss, pelo menos 356 sobreviventes do incêndio na casa noturna continuam em acompanhamento. Além disso, oito pessoas que também tiveram queimaduras estão em tratamento. Entre elas, a professora Lis Menezes, 41 anos, e o marido, o taxista André Luiz de Holanda, 39. Há quatro meses, o casal sofreu um acidente dentro de casa, na cidade de São Paulo, e, há um mês, deixaram a capital paulista para fazer tratamento em Santa Maria.

– Eu não sinto mais dor. Cheguei aqui sem conseguir fechar a mão e, agora, já posso notar que vou ter uma qualidade de vida melhor. O tratamento aqui é incrível, os profissionais são atenciosos e qualificados – conta Lis.

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Já André está sem caminhar desde que queimou as pernas. Ele fez enxerto há duas semanas e afirma que acertou quando escolheu vir para Santa Maria fazer o tratamento.

_ Aqui me senti acolhido neste momento em que estamos fragilizados. Sentia dor 24 horas por dia, e com o tratamento percebo a minha evolução e sei que vou voltar a caminhar graças aos profissionais daqui_ declara.

Foto: Gabriel Haesbaert / Newco DSM

 

Fonte: Diário de Santa Maria

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O que leva às compras por impulso – e como educar a mente para fugir delas

 

Bolsas de comprasGETTY IMAGES | Comprar pode melhorar o humor, segundo um estudo publicado em revista científica

 

Poucas sensações são tão prazerosas quanto a de uma compra por impulso.

Comprar pode melhorar o humor, segundo um estudo publicado na revista científica Psychology and Marketing, e gera em nosso cérebro um efeito semelhante ao sentido por usuários de drogas.

Uma pesquisa feita em 2016 com mais de mil adultos nos Estados Unidos revelou que 96% deles disseram ter comprado algo para fazê-los sentir melhor.

Mas os benefícios da “terapia da compra” geralmente duram pouco e podem gerar efeitos colaterais negativos a longo prazo.

Emoções negativas podem levar à perda da autoestima, e isso frequentemente acaba incentivando as pessoas a comprar quando se sentem deprimidas. A contrapartida: essas mesmas emoções negativas acabam voltando, em forma de remorso e culpa, se comprarmos mais do que devemos ou do que planejamos.

 

Terapia focada em compaixão

Mas há algumas formas lidar com essa impulsividade sem se endividar no cartão de crédito ou mergulhar numa espiral descendente de tristeza.

“Ao comprar impulsivamente estamos na verdade tentando controlar nossas emoções”, afirma Joanne Corrigan, psicóloga clínica especializada em terapia focada em compaixão e baseada em Sydney, na Austrália.

Trata-se de um tipo de psicoterapia voltada para ajudar pessoas com problemas de saúde mental relacionados à vergonha e à autocrítica.

“Não gostamos de emoções angustiantes ou desconfortáveis. Então, fazemos coisas de curta duração para nos sentirmos bem naquele momento”, explica Corrigan.

Segundo estudos, quando nos sentimos deprimidos ou aflitos, nossa capacidade de autocontrole diminui, aumentando a probabilidade de tomarmos decisões erradas. A tristeza nos leva ter pensamentos mais imediatistas e um desejo por uma recompensa imediata à custa de maiores ganhos futuro.

 

Mulheres se abraçandoGETTY IMAGES | Segundo estudos, quando nos sentimos deprimidos ou aflitos, nossa capacidade de autocontrole diminui, aumentando a probabilidade de tomarmos decisões erradas

 

Angústia míope

Esse fenômeno foi batizado como “angústia míope” por Jennifer Lerner, professora de psicologia da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, e por suas colegas Ye Li e Elke Weber, da Universidade de Columbia, em um artigo sobre o assunto.

Mas se podemos entender por que queremos comprar coisas quando estamos deprimidos, e sabemos que comprar nos faz sentir bem, poderíamos enganar nossos cérebros de modo a desencadear sentimentos positivos sem ter de gastar dinheiro?

Corrigan diz que sim. Se pudermos motivar nosso “cérebro passional” – a parte que acalma sentimentos de ansiedade – então não precisamos dar vazão ao impulso e buscarmos esses pequenos estímulos prazerosos de curta duração.

“Quando estamos ansiosos, nosso cérebro libera adrenalina, cortisol e dopamina, mas você pode reduzir os níveis dessas substâncias ao ativar a parte do cérebro que libera endorfina e oxitocina, e você vai acabar reagindo de forma diferente”, diz ela.

 

Homem pensativoGETTY IMAGES | Autocontrole é chave para combater impulso para comprar quando estamos deprimidos

 

Autocontrole

Segundo Robert Frank, economista da Universidade de Cornell, nos EUA, a chave para combater o impulso para comprar quando estamos deprimidos é o autocontrole.

Ele cita o trabalho do psicólogo Walter Mischel, da Universidade de Stanford, que realizou na década de 60 o “experimento do marshmallow”, a fim de pesquisar sobre psicologia infantil e gratificação retardada.

O objetivo era analisar o autocontrole de crianças ao oferecer entre uma pequena recompensa imediata ou duas pequenas recompensas se elas esperassem por curto período de tempo.

Estudos posteriores descobriram que as crianças que estavam dispostas a esperar mais tempo pelas recompensas tendiam a obter melhores pontuações ao longo da vida, seja em testes cognitivos, seja até mesmo no IMC (Índice de Massa Corporal).

Assim, na opinião de Frank, para atingir uma sensação de bem-estar mais duradoura, precisamos ir além do impulso da gratificação imediata.

“Você precisa ter uma visão de longo prazo do que realmente vale a pena, mas esse é um ponto que as pessoas têm muita dificuldade para entender: dar peso suficiente a coisas que acontecem não agora, mas no futuro.”

Para muitas pessoas, a impulsividade dificulta a reflexão, a lógica e o autocontrole. Apesar disso, a psicóloga Corrigan defende que temos os instrumentos necessários para controlar tais impulsos.

Segundo ela, nossos cérebros estão equipados com o que precisamos para nos sentir contentes e felizes se focarmos em sentimentos de gratidão e compaixão, sem ter de recorrer a nenhuma compra.

 

Conexões neuraisGETTY IMAGES | Para especialista, nossos cérebros estão equipados com o que precisamos para nos sentir contentes e felizes se focarmos em sentimentos de gratidão e compaixão

 

Sentir-se grato

David DeSteno, professor de psicologia na Universidade de Northeastern em Boston, passou décadas pesquisando os efeitos das emoções positivas no processo decisório. Sua pesquisa indica que sentir-se simplesmente agracecido pode mudar a forma como agimos.

Em seu Social Emotions Lab (Laboratório de Emoções Sociais), DeSteno deu aos participantes a opção entre escolher receber US$ 30 (R$ 94) imediatamente ou US$ 70 (R$ 220) em três semanas.

Segundo ele, quando se sentiam agradecidos, os voluntários eram capazes de sobrepor o desejo por gratificação imediata e escolher a segunda opção.

Além disso, ao acompanhar o grupo por algumas semanas, DeSteno concluiu que aqueles que se sentiram agradecidos com mais frequência tinham maior capacidade de resistir a compras impulsivas e também demonstraram maior senso de autocontrole.

“Quando você se sente agradecido, não apenas isso o ajuda a resistir a vontade de fazer uma compra impulsiva, mas também o deixa se sentir bem da mesma forma que comprar algo. Então, trata-se de uma experiência prazerosa que também lhe permite valorizar o futuro e ter maior autocontrole”, explica ele.

Pode ser tão simples quanto pensar em alguma coisa pela qual você se sente grato, independentemente do que seja, reforça o especialista.

Mas focar nas mesmas coisas, ressalva, significa reduzir seu poder influência.

Em vez disso, DeSteno aconselha refletir sobre coisas pequenas que acontecem com você: “alguém que lhe cedeu a vez numa fila, alguém que lhe fez um gesto de generosidade”.

Ajudar os outros, como parar o que você está fazendo para colaborar com um colega, reforça esse ciclo de gratidão, defende o especialista.

 

O poder do altruísmo

Mas se, apesar de tudo isso, você ainda sente uma vontade muito forte de comprar, seja altruísta.

Elizabeth Dunn, professora de psicologia da Universidade de British Columbia, no Canadá, estuda a ligação entre felicidade e dinheiro.

Ela realizou um estudo no país e em Uganda pelo qual deu uma pequena quantidade de dinheiro aos participantes. Em seguida, pediu à metade do grupo para gastá-la consigo mesma, enquanto os outros deveriam gastar com alguma outra coisa.

Aqueles que compraram algo para outra pessoa tinham um sentimento de bem-estar mais duradouro, revelou a pesquisa, comparado com aqueles que gastaram o dinheiro consigo mesmos.

“As pessoas se sentiram significativamente mais felizes quando olharam para trás e refletiram sobre o momento em que gastaram dinheiro com os outros, ao invés delas mesmas”, disse Dunn em uma palestra recente.

Por isso, da próxima vez que você sentir a necessidade de comprar algo impulsivamente, reflita sobre alguma coisa pela qual você se sinta agradecido; se isso não funcionar, considere presentear outra pessoa.

Os benefícios decorrentes dessas ações podem ser um passo rumo ao melhor autocontrole.

“Quanto mais você se sentir agradecido em seu dia a dia”, diz DeSteno, “mais preparado você vai estar para ter maior controle e resistir a essas tentações quando elas aparecerem.”

 

Fonte: BBC

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