Dr. Renato Couto fará participação especial em painel sobre custo-efetividade no tratamento de AVC

 

O Hospital Santa Rita (MG) promoverá o Painel de Debates “O Impacto do custo x efetividade no tratamento de AVC no Brasil”, dia 28 de agosto de 14 às 18h na Associação Médica de Minas Gerais (AMMG).

 

 


 

O painel contará como palestrante o Neurocirurgião Dr. Cleverson Kill e o Neurologista Dr. Gustavo Daher, e a mediadora do debate será a presidente da AMAVC, Sra. Sandra Isida Gonçalves.

 

O Dr. Renato Couto, médico especialista em Clínica Médica e Infecção Hospitalar, Diretor do IAG Saúde, será um convidado especial deste Painel.

 

 

Interessado em participar do evento?

Confirme sua presença pelo e-mail comunicacao@santaritahospital.com.br até o dia 24/08/2017.

 

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Os principais erros rumo à acreditação de planos de Saúde

 

acreditação, planos de saúde

 

Pedido de avaliação deve partir da própria organização, mas é preciso se preparar antes de receber a visita das acreditadoras e ficar atento às regras do programa

 

acreditação de planos de Saúde é fator de destaque no segmento privado, afinal, é pela conquista da excelência que a organização demonstra a qualidade exigida pelos beneficiários, garante sua continuidade e prevalência diante das demais. No entanto, o processo exige comprometimento e começa muito antes da avaliação da instituição acreditadora. E há erros repetidos com recorrência entre as mais diferentes organizações nesse processo, segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

O Programa de Acreditação das Operadoras de Planos de Saúde, instituído pela ANS em 2011, certifica a qualidade assistencial das organizações. Essa avaliação é feita por entidades de acreditação homologadas pela ANS, como A4 Quality Services Auditoria e Certificação Ltda, Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA), Det Norske Veritas, Fundação Carlos Alberto Vanzolini e Isopoint – todas obrigatoriamente habilitadas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Um dos equívocos mais comuns cometidos pelas operadoras na busca pela acreditação é não se certificar de que a avaliadora faz parte dessa lista. Sem isso, o processo não tem qualquer validade.

Outro erro cometido pelas operadoras de Saúde é não realizar a revisão e as eventuais mudanças de processos antes de solicitar a avaliação.  Isso porque, para a acreditação, são levados em consideração total de 147 itens, distribuídos em sete dimensões. O gestor precisa antes verificar se cumpre os requisitos mínimos exigidos pela ANS, entre eles programas de melhoria da qualidade, dinâmica e desempenho da rede prestadora, sistemáticas de gerenciamento das ações dos serviços, satisfação dos beneficiários, programas de gerenciamento de doenças e promoção da saúde e detalhes de estrutura, operação e gestão.

O investimento em capacitação e a valorização do capital humano nas operadoras são fundamentais nesse processo. Com isso, novos métodos de gestão de equipes podem ser adotados, como o enriquecimento de cargos por meio de rotatividade, a imposição de metas em conjunto com os colaboradores, o trabalho com indicadores por meio de sistemas de Business Intelligence, entre outros.

Outra reestruturação necessária antes de solicitar a avaliação deve ocorrer nos sistemas de gestão, que devem ser modernos e de controle especializado. Softwares de gestão em Saúde voltados a operadoras devem assegurar que pagamentos indevidos no comissionamento não sejam realizados, proporcionam a redução do índice de ajuizamentos pelo não cumprimento de prazos de resposta aos usuários, diminuem a necessidade de atendimentos presenciais aos beneficiários, além de mitigarem a possibilidade de inconsistências, evitando assim multas e queda no Índice de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS) da operadora, entre outras inúmeras características. E todas essas modificações no workflow das empresas do setor as aproximam do alcance das acreditações almejadas.

 

Regras

A resolução normativa nº  277/11, que instituiu o programa da ANS, detalha também que operadoras de Saúde que estão em regime de direção fiscal, direção técnica ou em plano de recuperação não podem participar do processo de acreditação. Muitas vezes a instituição solicita a avaliação mesmo sem cumprir essa determinação, mas, ao fim do processo, não pode ser certificada.

Outra regra que precisa ser observada diz respeito à propaganda. É claro que boas notícias devem ser divulgadas. E com a possibilidade de garantir novos clientes por meio da certificação, a organização pode se apressar na hora de apresentar ao Mercado sua conquista.

Durante o processo de acreditação de planos de Saúde, é proibida a veiculação de material publicitário ou propaganda, por qualquer meio ou veículo, com menção a processo de acreditação, certidão de acreditação ou documento similar, que tenha sido executado ou emitido por organismos de certificação que não tenham obtido previamente a homologação da Diretoria de Normas e Habilitação das Operadoras (Diope), da ANS. Essa pressa pode ter custo salgado para a operadora de Saúde, que leva advertência e uma pesada multa de R$ 80 mil.

Ao ficar atenta a esses critérios e contar com planejamento antes, durante e depois do processo, a operadora de Saúde só tem a ganhar com a acreditação. O conceito de excelência representa para o paciente a garantia de atendimento de alto padrão e com segurança, cada vez mais exigidos pelos beneficiários conscientes e empoderados sobre sua saúde e qualidade de vida.

 

 

Fonte: Blog do MV

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O que leva às compras por impulso – e como educar a mente para fugir delas

 

Bolsas de comprasGETTY IMAGES | Comprar pode melhorar o humor, segundo um estudo publicado em revista científica

 

Poucas sensações são tão prazerosas quanto a de uma compra por impulso.

Comprar pode melhorar o humor, segundo um estudo publicado na revista científica Psychology and Marketing, e gera em nosso cérebro um efeito semelhante ao sentido por usuários de drogas.

Uma pesquisa feita em 2016 com mais de mil adultos nos Estados Unidos revelou que 96% deles disseram ter comprado algo para fazê-los sentir melhor.

Mas os benefícios da “terapia da compra” geralmente duram pouco e podem gerar efeitos colaterais negativos a longo prazo.

Emoções negativas podem levar à perda da autoestima, e isso frequentemente acaba incentivando as pessoas a comprar quando se sentem deprimidas. A contrapartida: essas mesmas emoções negativas acabam voltando, em forma de remorso e culpa, se comprarmos mais do que devemos ou do que planejamos.

 

Terapia focada em compaixão

Mas há algumas formas lidar com essa impulsividade sem se endividar no cartão de crédito ou mergulhar numa espiral descendente de tristeza.

“Ao comprar impulsivamente estamos na verdade tentando controlar nossas emoções”, afirma Joanne Corrigan, psicóloga clínica especializada em terapia focada em compaixão e baseada em Sydney, na Austrália.

Trata-se de um tipo de psicoterapia voltada para ajudar pessoas com problemas de saúde mental relacionados à vergonha e à autocrítica.

“Não gostamos de emoções angustiantes ou desconfortáveis. Então, fazemos coisas de curta duração para nos sentirmos bem naquele momento”, explica Corrigan.

Segundo estudos, quando nos sentimos deprimidos ou aflitos, nossa capacidade de autocontrole diminui, aumentando a probabilidade de tomarmos decisões erradas. A tristeza nos leva ter pensamentos mais imediatistas e um desejo por uma recompensa imediata à custa de maiores ganhos futuro.

 

Mulheres se abraçandoGETTY IMAGES | Segundo estudos, quando nos sentimos deprimidos ou aflitos, nossa capacidade de autocontrole diminui, aumentando a probabilidade de tomarmos decisões erradas

 

Angústia míope

Esse fenômeno foi batizado como “angústia míope” por Jennifer Lerner, professora de psicologia da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, e por suas colegas Ye Li e Elke Weber, da Universidade de Columbia, em um artigo sobre o assunto.

Mas se podemos entender por que queremos comprar coisas quando estamos deprimidos, e sabemos que comprar nos faz sentir bem, poderíamos enganar nossos cérebros de modo a desencadear sentimentos positivos sem ter de gastar dinheiro?

Corrigan diz que sim. Se pudermos motivar nosso “cérebro passional” – a parte que acalma sentimentos de ansiedade – então não precisamos dar vazão ao impulso e buscarmos esses pequenos estímulos prazerosos de curta duração.

“Quando estamos ansiosos, nosso cérebro libera adrenalina, cortisol e dopamina, mas você pode reduzir os níveis dessas substâncias ao ativar a parte do cérebro que libera endorfina e oxitocina, e você vai acabar reagindo de forma diferente”, diz ela.

 

Homem pensativoGETTY IMAGES | Autocontrole é chave para combater impulso para comprar quando estamos deprimidos

 

Autocontrole

Segundo Robert Frank, economista da Universidade de Cornell, nos EUA, a chave para combater o impulso para comprar quando estamos deprimidos é o autocontrole.

Ele cita o trabalho do psicólogo Walter Mischel, da Universidade de Stanford, que realizou na década de 60 o “experimento do marshmallow”, a fim de pesquisar sobre psicologia infantil e gratificação retardada.

O objetivo era analisar o autocontrole de crianças ao oferecer entre uma pequena recompensa imediata ou duas pequenas recompensas se elas esperassem por curto período de tempo.

Estudos posteriores descobriram que as crianças que estavam dispostas a esperar mais tempo pelas recompensas tendiam a obter melhores pontuações ao longo da vida, seja em testes cognitivos, seja até mesmo no IMC (Índice de Massa Corporal).

Assim, na opinião de Frank, para atingir uma sensação de bem-estar mais duradoura, precisamos ir além do impulso da gratificação imediata.

“Você precisa ter uma visão de longo prazo do que realmente vale a pena, mas esse é um ponto que as pessoas têm muita dificuldade para entender: dar peso suficiente a coisas que acontecem não agora, mas no futuro.”

Para muitas pessoas, a impulsividade dificulta a reflexão, a lógica e o autocontrole. Apesar disso, a psicóloga Corrigan defende que temos os instrumentos necessários para controlar tais impulsos.

Segundo ela, nossos cérebros estão equipados com o que precisamos para nos sentir contentes e felizes se focarmos em sentimentos de gratidão e compaixão, sem ter de recorrer a nenhuma compra.

 

Conexões neuraisGETTY IMAGES | Para especialista, nossos cérebros estão equipados com o que precisamos para nos sentir contentes e felizes se focarmos em sentimentos de gratidão e compaixão

 

Sentir-se grato

David DeSteno, professor de psicologia na Universidade de Northeastern em Boston, passou décadas pesquisando os efeitos das emoções positivas no processo decisório. Sua pesquisa indica que sentir-se simplesmente agracecido pode mudar a forma como agimos.

Em seu Social Emotions Lab (Laboratório de Emoções Sociais), DeSteno deu aos participantes a opção entre escolher receber US$ 30 (R$ 94) imediatamente ou US$ 70 (R$ 220) em três semanas.

Segundo ele, quando se sentiam agradecidos, os voluntários eram capazes de sobrepor o desejo por gratificação imediata e escolher a segunda opção.

Além disso, ao acompanhar o grupo por algumas semanas, DeSteno concluiu que aqueles que se sentiram agradecidos com mais frequência tinham maior capacidade de resistir a compras impulsivas e também demonstraram maior senso de autocontrole.

“Quando você se sente agradecido, não apenas isso o ajuda a resistir a vontade de fazer uma compra impulsiva, mas também o deixa se sentir bem da mesma forma que comprar algo. Então, trata-se de uma experiência prazerosa que também lhe permite valorizar o futuro e ter maior autocontrole”, explica ele.

Pode ser tão simples quanto pensar em alguma coisa pela qual você se sente grato, independentemente do que seja, reforça o especialista.

Mas focar nas mesmas coisas, ressalva, significa reduzir seu poder influência.

Em vez disso, DeSteno aconselha refletir sobre coisas pequenas que acontecem com você: “alguém que lhe cedeu a vez numa fila, alguém que lhe fez um gesto de generosidade”.

Ajudar os outros, como parar o que você está fazendo para colaborar com um colega, reforça esse ciclo de gratidão, defende o especialista.

 

O poder do altruísmo

Mas se, apesar de tudo isso, você ainda sente uma vontade muito forte de comprar, seja altruísta.

Elizabeth Dunn, professora de psicologia da Universidade de British Columbia, no Canadá, estuda a ligação entre felicidade e dinheiro.

Ela realizou um estudo no país e em Uganda pelo qual deu uma pequena quantidade de dinheiro aos participantes. Em seguida, pediu à metade do grupo para gastá-la consigo mesma, enquanto os outros deveriam gastar com alguma outra coisa.

Aqueles que compraram algo para outra pessoa tinham um sentimento de bem-estar mais duradouro, revelou a pesquisa, comparado com aqueles que gastaram o dinheiro consigo mesmos.

“As pessoas se sentiram significativamente mais felizes quando olharam para trás e refletiram sobre o momento em que gastaram dinheiro com os outros, ao invés delas mesmas”, disse Dunn em uma palestra recente.

Por isso, da próxima vez que você sentir a necessidade de comprar algo impulsivamente, reflita sobre alguma coisa pela qual você se sinta agradecido; se isso não funcionar, considere presentear outra pessoa.

Os benefícios decorrentes dessas ações podem ser um passo rumo ao melhor autocontrole.

“Quanto mais você se sentir agradecido em seu dia a dia”, diz DeSteno, “mais preparado você vai estar para ter maior controle e resistir a essas tentações quando elas aparecerem.”

 

Fonte: BBC

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ANS aprimora a pesquisa da qualidade dos prestadores de serviços de saúde

 

Reguladora disponibiliza aos beneficiários de planos de saúde novos filtros no buscador de seu portal institucional

 

 

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aperfeiçoou em seu portal o sistema de pesquisa do Programa de Qualificação dos Prestadores de Serviços de Saúde (Qualiss). O buscador ganhou nova identidade visual e a possibilidade da busca por instituições com núcleo de segurança do paciente, ou que realizem projetos de indução da qualidade da ANS, que são o Parto Adequado, Idoso Bem Cuidado e OncoRede.

O beneficiário também poderá filtrar a busca pelo tipo de Acreditação, que é a verificação externa que mede a qualidade da assistência através de um conjunto de padrões previamente estabelecidos.

Vale lembrar que a qualificação informada pelos profissionais de saúde (atualmente, mais de 35 mil), entre eles enfermeiros, farmacêuticos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, nutricionistas, médicos, odontólogos, psicólogos e terapeutas ocupacionais, está disponível em listagens publicadas no portal da ANS.

 

Sobre o Qualiss

O Programa de Qualificação dos Prestadores de Serviços de Saúde (Qualiss) estimula a qualificação dos prestadores de serviços na saúde suplementar e aumenta a disponibilidade de informações para que beneficiários e operadoras de planos de saúde tenham maior poder de avaliação e escolha. É uma iniciativa que ajuda a aprimorar a assistência em saúde e a divulgar os dados de qualidade de forma transparente.

Em abril de 2017 a ANS divulgou, pela primeira vez, as informações completas de todos os prestadores que participam do programa, oferecendo subsídios para que os usuários possam escolher e comparar os serviços.

A participação dos prestadores no Programa Qualiss é voluntária, e os critérios de qualificação servem ainda para compor o Fator de Qualidade. Para a execução do Programa, a ANS conta com a participação de diversas entidades responsáveis pela elaboração dos critérios, coleta e consolidação dos dados e monitoramento dos prestadores.

> Acesse aqui o sistema de pesquisa do Programa de Qualificação dos Prestadores de Serviços de Saúde (Qualiss).

> Tem dúvidas? Veja aqui como usar o buscador. 

 

Fonte: FenaSaúde

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Sustentabilidade do sistema de saúde depende da adesão à segurança do paciente

O cuidado centrado no paciente é um negócio, que gera recursos e sustentabilidade para as instituições hospitalares

Dr. Dario Fortes Ferreira, presidente do IBSP (foto: Marcelo Pereira)

Segurança do Paciente é uma ciência nova, que nasceu há menos de 20 anos. Nos últimos dez anos, foram publicados mais de 70 mil artigos científicos sobre o tema. “Apesar de nova, é uma ciência que cresce rapidamente. É fundamental que comecemos a tratar segurança do paciente de modo científico, mostrando resultados, técnicas que funcionem. É assim que passamos da teoria à prática”, diz Dr. Dario Fortes Ferreira, fundador e presidente do IBSP.

Para o médico, a sustentabilidade do sistema de saúde depende da adesão à segurança do paciente, mas não apenas para os níveis táticos e operacionais. “Segurança do paciente precisa estar na pauta diária dos diretores hospitalares, assim como faturamento do mês, números de pacientes internados”, diz. Dr. Dario.

Quando isso acontecer, ele acredita que sobrará dinheiro para gastar com outras necessidades, como melhora da qualidade de vida da população. Segundo o médico, a todo momento, são realizados procedimentos necessários, profissionais não higienizam as mãos antes de entrar em contato com o paciente, falta interação entre as áreas para o bem do paciente. “Precisamos de cuidado unificado multiprofissional, um cuidado seguro, um cuidado voltado para o paciente”, finaliza o Dr. Dario Fortes Ferreira.

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Zika custou 4,6 bilhões de dólares ao Brasil nos últimos dois anos, diz ONU

Primeiro documento sobre impacto econômico do zika informa ainda que custo a longo prazo do vírus no País pode chegar a US$ 10 bi.

 

Custo do tratamento de cada criança com anomalias associadas ao zika pode chegar a US$ 890 mil, avaliou a ONU e o Ministério da Saúde (Foto: AP Photo/Felipe Dana)Custo do tratamento de cada criança com anomalias associadas ao zika pode chegar a US$ 890 mil, avaliou a ONU e o Ministério da Saúde (Foto: AP Photo/Felipe Dana)

 

Entre 2015 a 2017, o zika custou ao Brasil US$ 4,6 bilhões, o que representa 0,09% do PIB. Já a longo prazo, o custo das anomalias associadas ao vírus poderá chegar a US$ 10 bilhões. Os dados são do primeiro relatório sobre a avaliação socioeconômica do zika lançado em Brasília nesta terça-feira (15).

A ONU aponta que o custo do tratamento de cada criança com microcefalia associada ao zika ao longo da vida pode chegar a US$ 890 mil. Até o momento, 48 países confirmaram casos do vírus. O maior número de infecções nos países foi registrado durante o ano de 2016. Neste ano, houve queda.

Ainda, a estimativa das Nações Unidas é que o impacto socioeconômico da doença na América Latina e Caribe chegue a R$ 18 bilhões de dólares – aproximadamente R$ 56 bilhões.

“O zika se assemelha à mobilização durante a epidemia de ebola na África. Tivemos uma geração de crianças infectadas”, afirma João Paulo Toledo, diretor da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.

Representante da Organização Panamericana de Saúde, Joaquin Molina explica que o Brasil se articulou para identificar a síndrome e ainda será importante para a busca de respostas.

“O Brasil é hoje e vai ser possivelmente o país mais importante para ajudar a responder as perguntas que ainda temos”, disse Molina.

O relatório, elaborado pelas Organização das Nações Unidas e pelo Ministério da Saúde, analisou o impacto causado pela doença no Brasil, Colômbia e Suriname desde 2015, quando o vírus zika começou a se espalhar.

Preparado por especialistas, pesquisadores, organizações de saúde e universidades internacionais, os valores foram calculados com base em avaliação de impacto do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV).

Especialista observa exame de imagem de um bebê com microcefalia em hospital do Recife, em foto de 26 de janeiro de 2016 (Foto: Reprodução TV Globo)

Especialista observa exame de imagem de um bebê com microcefalia em hospital do Recife, em foto de 26 de janeiro de 2016 (Foto: Reprodução TV Globo)

 

Impacto será significativo

O relatório concluiu que haverá impacto socioeconômico significativo nos países afetados a curto e longo prazo. As perdas devem ser sentidas no produto Interno Bruto dos países, bem como as consequências poderão ser sentidas no desenvolvimento social, podendo até “desacelerar” o avanço nos objetivos de desenvolvimento sustentável, como avalia a ONU.

O zika afeta os países mais pobres da América Latina e Caribe em escala desproporcional, por mais que os governos tenham se esforçado para controlar a disseminação da doença. Entre as dificuldades enfrentadas, o documento aponta a “modesta capacidade em sistemas de vigilância e diagnóstico e em esforços de prevenção”.

A desigualdade na cobertura da saúde também contribui para que a parcela mais pobre da população fique mais vulnerável.

Situação grave no Caribe

O Caribe é a região mais afetada com o problema. O impacto no local é cinco vezes maior que em toda a América Latina. Estima-se que o país tenha perdido aproximadamente R$ 28 bilhões em três anos, devido à redução no turismo interacional. No Brasil, os custos devem ser maiores, embora o impacto geral seja sentido com mais intensidade nos países mais pobres.

O relatório conclui que as estratégias locais e nacionais dos países precisam ser fortalecidas no combate à doença. De acordo com a ONU, os governos devem estar prontos para reagir em casos de doenças que podem ser transmitidas com rapidez. Outra recomendação é o controle do mosquito transmissor de forma “integrada e multissetorial”.

Programas de proteção e sistemas de saúde também devem ser reforçados e adaptados para atingir as vítimas da doença, o que inclui mulheres, crianças e pessoas com necessidades especiais.

“O desafio que a gente tem é avaliar os danos causados pelo zika e suas consequências, seja do ponto de vista social, econômico ou do impacto no sistema de saúde”, disse Alberto Beltrame, secretário executivo do Ministério do Planejamento.

Aedes aegypti é o transmissor da dengue, zika, chikungunya e febre amarela. (Foto: Divulgação / Prefeitura de Ipatinga)Aedes aegypti é o transmissor da dengue, zika, chikungunya e febre amarela. (Foto: Divulgação / Prefeitura de Ipatinga)

 

Zika é uma doença causada por um vírus do gênero Flavivírus. Identificada pela primeira vez em 1947 em um macaco rhesus na floresta Zika, da Uganda, foi diagnosticada no Brasil em abril de 2015. O vírus é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, que também transmite a dengue e a febre chikungunya.

Os principais são dor de cabeça, febre baixa, dores leves nas articulações, manchas vermelhas na Pele, coceira e vermelhidão nos olhos. A evolução da doença costuma ser benigna e os sintomas geralmente desaparecem espontaneamente em um período de 3 até 7 dias.

O quadro de zika é muito menos agressivo que o da dengue, por exemplo, e cerca de 80% dos pacientes não têm manifestações clínicas. O que assusta é sua possível relação com outras condições mais graves, como microcefalia e síndrome de Guillain-Barré.

Não há tratamento específico para a doença. Segundo o Ministério da Saúde, os casos devem ser tratados com o uso de paracetamol ou dipirona para controle da febre e da dor. Assim como na dengue, o uso de ácido acetilsalicílico (aspirina) deve ser evitado por causa do risco aumentado de hemorragias.

Como o vírus da zika é transmitido pelo Aedes aegypti, a prevenção segue as mesmas regras aplicadas a essas doenças. Evitar a água parada, que os mosquitos usam para se reproduzir, é a principal medida.

Colocar telas de proteção nas janelas e instalar mosquiteiros na cama também são medidas preventivas. Vale também usar repelentes e escolher roupas que diminuam a exposição da pele. Em caso da detecção de focos de mosquito que o morador não possa eliminar, é importante acionar a Secretaria Municipal de Saúde do município.

Fonte: G1 – Bem Estar

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Segunda Opinião é direito do paciente e do médico

 

 

O Código de Ética Médica indica que a chamada “Segunda Opinião Médica” é um direito do paciente e faz parte de sua autonomia no contexto da relação médico-paciente. De acordo com o código, é vedado ao médico opor-se à realização da segunda opinião solicitada pelo paciente ou por seu representante legal.

 

Antônio Pereira Filho, conselheiro e membro do Conselho Consultivo do Centro de Bioética do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), destaca o direito do paciente em ter uma segunda opinião. Para ele, é importante que o médico tenha esse conhecimento e trate de maneira natural quando a segunda opinião for solicitada. “O médico deve aprovar essa conduta, e em muitos casos, até estimular”, diz.

 

Pereira reafirma, também, a importância do médico que dá a segunda opinião de reconduzir o paciente ao médico que deu o primeiro parecer, junto de um relatório com seus pontos de vista. Para ele, o grande problema ético acontece quando o médico emite a segunda opinião, dá o seu parecer e ele mesmo continua o tratamento. “É condenável do ponto de vista ético e o Código de Ética Médica nos diz não podemos fazer isso”.

 

Segundo Pereira, os próprios médicos também têm o direito de ter uma segunda opinião. “Quando o profissional está à frente de um caso difícil, ele pode buscar a opinião de outro colega”, ressalta Pereira. Assim, tanto o paciente quanto o médico podem procurar o auxílio de outros especialistas.

 

Planos de saúde

 

De acordo com a Resolução CONSU nº 8 e o Código de Ética Médica, as fontes pagadoras, tanto públicas quanto privadas, podem solicitar a segunda opinião, trabalhando com sistemas de auditorias eficientes quando em suspeita de exageros e indicações inadequadas de procedimentos.

 

Contudo, segundo Pereira, é preciso ter uma atenção especial às solicitações de segunda opinião dos planos de saúde. Ele afirma que quando a fonte pagadora faz a solicitação, existem duas possibilidades: ou está buscando a melhor maneira de encaminhar o paciente ou está buscando uma redução de custos. “O que a gente não pode pensar é que toda vez que eles pedem uma segunda opinião só querem reduzir custos ou só querem o bem do paciente, as duas coisas existem”, justifica.

 

Receio médico

 

O parecer nº 114073 do Cremesp relata que o mecanismo da segunda opinião médica é usual em todo mundo e não é antiética. “No Brasil, ainda existe um pouco de preconceito em relação a isso, enquanto em outros países trata-se de algo absolutamente normal”, diz Pereira. De acordo com ele, alguns médicos ainda se sentem ofendidos, acreditando tratar-se de uma desconfiança do paciente.

 

Pereira destaca que os Conselhos, tanto federal quanto regionais, já têm sinalizado para diminuir o receio sobre a segunda opinião médica. Ele afirma que a segunda opinião é muito mais aceita entre os médicos mais jovens, e que essa resistência dos médicos à segunda opinião está progressivamente caindo.

 

Google

 

Para Pereira, o uso de tecnologias, como o Google, para a emissão de uma segunda, e em muitos casos até mesmo de uma primeira opinião médica, é perigosa. “No Google você tem desde pareceres importantes, cientificamente corretos, até coisas completamente absurdas”, diz. Ele acredita que é preciso tomar cuidado no uso da ferramenta, já que não se trata de algo 100% confiável, na medida em que não tem um filtro cientifico.

 

*Informações do Cremesp

Fonte: SaúdeJur

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Programa Saúde na Escola envolverá mais de 20 milhões de estudantes

 

Atenção básica

Ações serão realizadas em 85,7 mil escolas durante dois anos, com apoio de mais de 36 mil equipes do Sistema Único de Saúde

 

Foto: Tony Winston/Agência Brasília | Estudantes serão envolvidos em atividades como prevenção à obesidade e combate ao Aedes aegypti

 

Levantamento do Ministério da Saúde mostra que 90% dos municípios brasileiros já aderiram ao programa Saúde na Escola. Os números foram apresentados durante o 16º Fórum Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação, em Fortaleza (CE).

Mais de 20 milhões de estudantes em 85,7 mil escolas serão envolvidos, durante dois anos, em atividades como atualização vacinal, prevenção à obesidade, cuidados com a saúde bucal, auditiva e ocular, combate ao mosquito Aedes aegypti, incentivo à atividade física e prevenção de DST/Aids. O programa contará com apoio de mais de 36 mil equipes da atenção básica do Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com o Ministério da Saúde, a grande adesão de municípios se deve à garantia de investimento de R$ 89 milhões por ano. O valor é 2,5 vezes maior que o executado nos anos anteriores e passou a ser pago em parcela única, facilitando a realização das ações e o cumprimento das metas propostas na adesão ao PSE. O ciclo de adesão será de dois anos, e a liberação de recursos ocorrerá a cada 12 meses.

O programa do governo federal Saúde na Escola, criado em 2007, surgiu como uma política intersetorial entre os ministérios da Saúde e Educação com objetivo de promover qualidade de vida aos estudantes da rede pública de ensino por meio de ações de prevenção, promoção e atenção à saúde.

A iniciativa integra e articula ações entre as redes públicas de ensino e o SUS. São previstas, também, ações para acompanhar as condições de saúde dos estudantes por meio de avaliações e orientação, a fim de enfrentar vulnerabilidades que possam comprometer o pleno desenvolvimento escolar.

“Muitas parcerias podem ser úteis para que as crianças tenham mais saúde e possam aprender melhor. Então nós podemos ajudar a educação a melhorar o aprendizado, e a educação pode nos ajudar a melhorar a saúde das crianças”, enfatizou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

 

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Saúde

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Os 10 passos da Comunicação de Crise

 

Jonathan Bernstein*

Toda organização é vulnerável a crises. O tempo de brincar de avestruz acabou. Você pode até brincar, mas seus stakeholders não irão compreender ou perdoar porque eles viram o que aconteceu com Fukushima, Penn State, o caso Sandusky, British Petroleum, Deepwater e WikiLeaks.

Se você não se preparar, você vai sofrer mais danos. Quando eu olho para os planos relacionados com a Gestão de Crises, durante a realização de uma auditoria de vulnerabilidade (o primeiro passo na preparação para crises), o que eu muitas vezes encontro é a incapacidade de resolver os muitos problemas de comunicação relacionados com a crise ou uma resposta-desastre. A liderança organizacional não entende que, sem comunicação interna e externa adequadas, utilizando os melhores canais possíveis para alcançar cada grupo de stakeholders:

  • A resposta operacional não vai funcionar.
  • Os stakeholders não irão saber o que está acontecendo e rapidamente irão se tornar confusos, com raiva, e negativamente reativos.
  • A organização será percebida como incapaz, na melhor das hipóteses, e criminalmente negligente, na pior das hipóteses.
  • O período de tempo necessário para trazer uma solução completa à questão negativa será estendido, muitas vezes de forma dramática.

Os passos básicos de uma efetiva comunicação de crise não são difíceis, mas eles requerem um trabalho prévio, a fim de minimizar os danos. Quanto mais lenta a resposta, mais dano ocorrerá. Então, se você é sério sobre a preparação para crises e para a resposta, leia e execute estes 10 passos de comunicação de crise. Os primeiros sete podem e devem ser implementados antes de qualquer crise ocorrer.

Os dez passos da comunicação de crise

Pré-crise

1. Antecipe-se às crises

Se você está sendo proativo e se preparando para crises, reúna sua equipe de comunicação de crise para sessões intensivas de brainstorming sobre todas as crises potenciais que poderiam ocorrer em sua organização.

Há pelo menos dois benefícios imediatos para este exercício:

  • Você pode perceber que algumas das situações são evitáveis, pela simples modificação dos métodos já existentes de operação.
  • Você pode começar a pensar em possíveis respostas, sobre cenários do melhor case ou do piorcase de crise, etc.  Melhor agora do que quando sob a pressão de uma crise real.

Em alguns casos, naturalmente, você sabe que uma crise vai ocorrer porque você está planejando para criá-la – por exemplo, com programas de demissão voluntária de funcionários, ou para fazer uma grande aquisição.

Existe um método mais formal de recolher esta informação que eu chamo de uma “auditoria de vulnerabilidade”, sobre o qual a informação está disponível aqui.

Este processo de avaliação deve levar à criação de um Plano de Resposta à Crise que é um modelo exato para a sua organização, que inclui componentes operacionais e de comunicação. As demais etapas, a seguir, delineiam alguns dos principais temas que devem ser abordados na seção de comunicação do plano.

2. Identifique sua equipe de Comunicação de crise

Uma pequena equipe de executivos sêniores deve ser identificada para servir como Equipe de Comunicação de Crise da sua organização. O ideal é o CEO da organização liderar a equipe, com um alto executivo de relações públicas da empresa e assessores jurídicos como principais assessores. Se o seu Relações Públicas orgânico não tem suficiente expertise em comunicação de crise, pode optar por manter uma agência de comunicação ou um consultor independente com essa especialidade.

Outros membros da equipe são, geralmente, os chefes de suas principais divisões organizacionais, uma vez que qualquer situação que se eleva ao nível de se transformar em crise vai acabar afetando toda a organização. E, às vezes, a equipe também precisa incluir aqueles com conhecimento especial relacionado ao tema da crise atual, por exemplo, especialistas de assuntos específicos.

Deixe-me dizer uma palavra sobre a equipe jurídica. Durante uma crise, um conflito natural pode surgir entre as recomendações do consultor jurídico da organização, por um lado, e os do conselho de relações públicas, de outro. Embora possa ser legalmente prudente não dizer nada, esse tipo de reação pode deixar a organização em maus lençóis no que respeita as relações públicas, potencialmente tão prejudicial, ou ainda mais prejudicial do que qualquer desdobramento financeiro ou jurídico.

Felizmente, mais e mais assessores jurídicos estão se tornando conscientes desse fato e estão trabalhando em estreita cooperação com o conselho de relações públicas. A importância desse entendimento não pode ser subestimada. O tribunal da opinião pública levou a Arthur Anderson, tida como a mais respeitada empresa de contabilidade internacional no mundo, para fora do negócio, e não foi um tribunal de justiça.

Os rendimentos de um grande número de celebridades sofreram grandes perdas quando patrocinadores os abandonaram, devido à publicidade negativa. Países inteiros tiveram suas ambições frustradas – ou proteladas – como consequência de seus julgamentos no tribunal da opinião pública.

3. Identifique e treine porta-vozes

Categoricamente, qualquer organização deveria assegurar, através de uma política de formação adequada, que apenas porta-vozes autorizados falassem por ela, e isto é particularmente importante durante uma crise. Cada equipe de comunicação de crise deve ter pessoas que tenham sido pré-selecionadas e treinadas, para serem o escudo ou porta-vozes de backup para os diferentes canais de comunicação.

Todos os porta-vozes da organização, durante uma situação de crise devem ter:

  • As competências adequadas;
  • A posição correta;
  • O direito de formação.

Eu conheci executivos de nível sênior que poderiam ficar na frente de um público numa conferência para mil pessoas, sem medo e se sair muito bem – mas que poderiam ficar virtualmente desestabilizados, quando eles sabiam que uma câmera de vídeo estava apontada com objetivo de uma entrevista exclusiva.

Eu também conheci escritores muito eficientes que provavelmente, nunca deveriam dar entrevistas, porque são demasiado propensos a se atrapalhar, utilizando esse formato de comunicação.

Combinar as habilidades de um potencial porta-voz com suas atribuições como membro da Equipe de Comunicação de Crise é crítico.

A posição correta

Alguns porta-vozes podem naturalmente se destacar em todas as formas de comunicação de crise – mídia tradicional, mídias sociais, B2B, comunicação interna, etc.  Outros podem ser mais limitados. Apenas alguns tipos de crises, altamente sensíveis (por exemplo, os que envolvem perda significativa de vida), praticamente obrigam o executivo-chefe ser o porta-voz principal a menos que haja muito boas razões para o contrário.

O fato é que alguns executivos são líderes organizacionais brilhantes, mas não são muito efetivos na comunicação pessoal. A decisão sobre quem deve falar é feita após o desencadear da crise -, mas o conjunto dos potenciais porta-vozes deve ser identificado e treinado com antecedência.

Os porta-vozes não necessitam apenas da comunicação pela mídia, mas para todos os tipos e formas de comunicação, interna e externa, inclusive gravar com câmeras, em reunião pública, em reuniões de funcionários, etc. Você realmente não quer tomar decisões sobre os muitas diferentes tipos de porta-vozes, enquanto estiver  “sob fogo cruzado”.

4. Treinamento de porta-voz

Duas citações típicas de bem intencionados executivos da organização resumem a razão pela qual os seus porta-vozes devem receber formação profissional em como falar com a mídia:

“Eu conversei com aquele bom repórter por mais de uma hora e ele não usou a notícia mais importante sobre a minha organização.”

“Eu já falei muito em público. Eu não vou ter nenhum problema nessa audiência pública”.

Em relação ao primeiro exemplo, há centenas de pessoas espetadas pelo programa da CBS “60 Minutes” ou da ABC “20/20”, que pensavam que sabiam como falar com a imprensa. No segundo caso, a maioria dos executivos que teve que participar de uma audiência pública hostil voltou para casa desejando que estivessem usando um par de fralda descartável. Eles não aprenderam, com antecedência, as diferenças críticas entre PR proativa, que se concentra em promover a sua organização,  e em comunicação de crise, que se destina a preservar sua organização.

Todas as partes interessadas, internas e externas, são tão capazes de incompreensão ou má interpretação de informações sobre a sua organização como a mídia, e é sua a responsabilidade de minimizar a chance de que isso aconteça.

Treinamento de porta-voz (Media Training) ensina você a ser preparado, para estar pronto para responder de uma forma que otimiza a resposta de todos os stakeholders.

5. Estabeleça Notificação e Sistemas de Monitoramento

Sistemas de notificação

Lembra quando a única maneira de chegar a alguém rapidamente era por um único número de telefone ou fax, supondo que eles estavam lá para receber também?

Hoje, nós temos que ter – imediatamente à mão – os meios para atingir os nossos stakeholdersinternos e externos, utilizando várias modalidades. Muitos de nós temos vários números de telefone, mais  um endereço de email, e podemos receber mensagens de fax ou SMS (texto). Programas de mensagens instantâneas, seja público ou privado, também são muito populares para uso profissional e pessoal. Nós podemos até mesmo enviar mensagens de áudio e vídeo via e-mail. E depois, é claro, ainda há a mídia social.

Esta pode ser a melhor e mais rápida maneira de chegar a algumas das nossas partes interessadas, mas a criação de contas de mídia social para esta finalidade e a obtenção de um número de seguidores, amigos ou contatos em várias plataformas de mídia social (por exemplo, Facebook, LinkedIn, Google+) não é algo que você pode fazer após o desencadear de uma crise, porque em nenhum lugar a notícia de uma crise se espalha mais rápido e fora de seu controle do que nas mídias sociais.

É absolutamente essencial, na fase pré-crise, estabelecer sistemas de notificação que lhe permitirão chegar rapidamente a seus stakeholders usando várias modalidades. A catástrofe dos tiros, no campus da Virginia Tech, onde email era o único meio de alertar os alunos, inicialmente, prova que o uso de uma única modalidade pode tornar uma crise ainda pior. Alguns de nós podem estar no emailconstantemente, outras nem tanto. Alguns de nós podem receber nossas chamadas de celular ou mensagens rapidamente, outros não. Se você usar mais de uma modalidade para alcançar seusstakeholders, as chances são muito maiores de que a mensagem irá ser efetiva.

Por um longo tempo, muitos de nós,  na gestão de crises,  contou com a fora de moda “árvore de telefone” e com equipes de chamadas para controlar as pessoas. Felizmente, hoje há tecnologia – oferecida por vários fornecedores para aluguel ou compra – que pode ser configurada para automaticamente localizar e entrar em contato com todos os stakeholders em seu banco de dados pré-estabelecido e continuar a tentar alcançá-los até que eles confirmem (por exemplo, pressionando um certo número num teclado de telefone) de que a mensagem foi recebida. Tecnologia que você pode acionar com uma única chamada ou email.

Sistemas de Monitoramento

Serviços de inteligência e informação são componentes essenciais tanto da prevenção de crises quando da resposta à crise.

Saber o que está sendo dito sobre você nas redes sociais, na mídia tradicional, por seus empregados, clientes e outras partes interessadas, muitas vezes permite você pegar uma “tendência” negativa que, se não for controlada, se transforma em uma crise.

Da mesma forma, monitorar o feedback de todas os stakeholders, durante uma situação de crise, permite adaptar com precisão estratégia e táticas.

Ambos exigem sistemas de monitoramento estabelecidos previamente. Para a mídia tradicional e social, o Google Alert é o favorito dos sites gratuitos. Há uma variedade de serviços de monitoramento pagos, que não fornecem apenas monitoramento, mas também a capacidade de relatar os resultados em uma série de formatos úteis para os planejadores. Monitorar outros stakeholders significa treinar o pessoal que tem contato na linha de frente com esse público (como, por exemplo, “Atendimento ao Cliente”) para relatar o que estão ouvindo ou vendo para a tomada de decisão do seu Time de Comunicação de Crise.

6. Identifique e conheça os seus Stakeholders

Quem são os stakeholders internos e externos que são importantes para a sua organização? Eu considero os funcionários seu público mais importante, porque cada funcionário é um representante PR e gestor de crises para a sua organização queira você ou não! Mas, enfim, todos os interessados vão estar falando sobre você para os outros e não será na sua lista de contatos. Por isso, é decisivo para você garantir que eles recebam as mensagens que você gostaria que eles repetissem nos outros lugares.

7.  Crie comunicados prévios

Embora a redação final da mensagem deva aguardar a eclosão de uma crise real, “statement” prontos,  mensagens prévias para uso imediatamente após o desencadear de uma crise podem ser construídos com antecedência, para serem usados para uma ampla gama de cenários em que a organização pode ser percebida como vulnerável, com base na avaliação que você fez no Passo 1 deste processo. Um exemplo de “statement” pronto para uma cadeia de hotéis, com propriedades atingidas por um desastre natural, antes que a sede da organização tenha qualquer informação factual negativa, poderia ser:

“Nós implementamos o nosso plano de resposta à crise, colocando a maior prioridade sobre a saúde e segurança dos nossos clientes e funcionários.”

“Nossos corações e mentes estão com aqueles que estão em perigo, e esperamos que eles estejam bem.”

“Nós estaremos fornecendo informações adicionais quando elas estiverem disponíveis e iremos publicá-las em nosso site.”

A Equipe de Comunicação de Crise da organização deve rever regularmente esses comunicados prévios para determinar se eles necessitam de revisão ou se declarações para outros cenários também precisam ser desenvolvidos.

Pós-crise

8. Avalie a situação de crise

Reagir sem informação adequada é uma situação clássica do “atirar primeiro e perguntar depois”, na qual você pode ser a primeira vítima. No entanto, se você tiver feito antecipadamente o que foi previsto acima, é uma questão “simples” de ter a Equipe de Comunicação de Crise como receptora das informações vindas de membros de sua equipe, garantindo o tipo certo de informações que está sendo providenciada para que você possa proceder determinando a resposta apropriada.

Avaliar a situação de crise é, portanto, o primeiro passo da comunicação de crise que você não pode fazer previamente.  Se você não tiver preparado com antecedência, a sua reação será adiada pelo tempo que leva sua equipe in-house ou consultores contratados para executar rapidamente as ações dos passos de 1 a 7. Além disso, uma estratégia e uma equipe de comunicação de crise criadas às pressas nunca são tão eficientes quanto aquelas planejadas e ensaiadas com antecedência.

9. Finalize e adapte mensagens-chave

Com comunicados prontos disponíveis como ponto de partida, a equipe de comunicação de crise deve continuar a desenvolver as mensagens específicas de crise necessárias para qualquer situação. A equipe já sabe, categoricamente, que tipo de informação os seus stakeholders estão procurando. O que aqueles stakeholders deveriam saber sobre esta crise? Faça isso simples. Tenha no máximo três mensagens principais que vão para todas os stakeholders e, se necessário, algumas mensagens públicas específicas para grupos individuais de stakeholders.

10. Análise o pós-crise

Após o material bruto não estar mais interagindo com as lâminas rotativas, a pergunta que deve ser feita: “O que podemos aprender com isso?”

A análise formal do que foi bem feito, o que foi feito de errado, o que poderia ser feito melhor da próxima vez e como melhorar vários elementos de preparação para as crises é outro atividade obrigatória para qualquer Equipe de Comunicação de Crise. Eu desenvolvi um processo formal para realizar isso, mas até mesmo uma sólida sessão doméstica de brainstorming pode fazer o trabalho.

“Isso não pode acontecer a nós”

Quando o CEO ou CFO (Chief Financial Officer) de uma forte organização olham para o custo da elaboração de um plano de comunicação de crise, seja um grande investimento de tempo num profissional da empresa ou a retenção de um profissional de fora, mediante uma gratificação substancial, é tentador para eles fantasiarem “Não pode acontecer com a gente “ou” se acontecer conosco, podemos lidar com isso de forma relativamente fácil.”

Felizmente, esse tipo de comportamento como avestruz está rapidamente se tornando uma coisa do passado. No entanto, eu sei que quando tudo estiver dito e feito, milhares de organizações atingidas por desastres naturais ou provocados pelo homem terão sofrido muito mais danos do que teria ocorrido se tivessem um plano de comunicação de crise totalmente pronto no local.

Isto também tem sido dolorosamente verdade para um grande número de clientes aos quais eu tenho servido ao longo dos últimos 30 anos. Mesmo o melhor profissional de gerenciamento de crise se projeta – com mais danos que ocorrem o tempo todo – quando a organização não tem infra-estrutura de comunicação de crise montada.

Últimas palavras – por enquanto

Eu gostaria de acreditar que as organizações em todo o mundo estão finalmente “levando a sério” a preparação de crise, se estamos falando de comunicação de crise, resposta a desastres e continuidade de negócios. Certamente, a demanda do cliente para preparação prévia (para as crises) tem aumentado dramaticamente na última meia década, pelo menos para a minha consultoria. Mas eu temo que haja, de fato, pouca mudança no que eu disse no passado – que 95 por cento das organizações americanas permanecem ou completamente despreparadas ou significativamente sub-preparadas para crises. E os meus colegas no exterior relatam pouco melhor, e as estatísticas, às vezes pior.

Escolha ser parte da minoria preparada. Seus stakeholders irão apreciá-lo!

*Jonathan L. Bernstein, presidente da Bernstein Crisis Management, Inc. tem mais de 30 anos de experiência em Crisis Management. É um dos maiores especialistas em gestão de crises nos EUA. Mantém um Blog e uma Newsletter sobre o tema, há vários anos. É autor dos livros Manager”s Guide To Crisis Management e de Keeping the Wolves at Bay. – Media Training.

Tradução: João José Forni e João Paulo Forni

*Tradução e publicação com autorização do autor.

O texto original em inglês “The 10 Steps of Crisis Communications” foi publicado no site www.bernsteincrisismanagement.com.

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